2014/11/05

Oculus Rift chegará às lojas em questão de "meses"

A realidade virtual está a preparar-se para ser a próxima "grande revolução", mas para isso é necessário que cheguem os tão desejados óculos de realidade virtual que nos permitam ter uma experiência à altura do esperado. A Oculus VR, agora pertencente ao Facebook, é a empresa que mais tem desenvolvido esta tecnologia, e que agora nos diz que a chegada de uma versão comercial dos seus Oculus Rift está apenas a "meses" de distância.

Bem, antes que comecem já a marcar datas no calendário há que esclarecer que o responsável pela empresa diz que ainda serão "muitos meses" - mas de qualquer forma, de que se tratam de meses e não de "anos", como alguns poderiam temer. (Já anteriormente alguns dos responsáveis pelo projecto tinham dito que se o lançamento se atrasasse para lá do final de 2015 seria mau sinal.)

Óculos de realidade virtual existem há décadas, mas normalmente enquadram-se em duas categorias: os que têm preços relativamente mais económicos, mas deixam muito a desejar; e aqueles que são mais aceitáveis mas têm preços estratosféricos apenas acessíveis para laboratórios e ambientes de investigação. Os Oculus Rift prometem ter um preço acessível aos consumidores, e ter a melhor qualidade possível de obter.

Depois do primeiro modelo, a Oculus VR já apresentou uma evolução, o DK2, que passa a usar um ecrã OLED de alta-resolução e com tempo de resposta imediato, assim como uma câmara de tracking externa, que permite detectar todo o tipo de movimentos que escapavam aos sensores internos do primeiro modelo - e já trabalha em modelos ainda mais evoluídos.

Há vários problemas que a Oculus VR tem que ultrapassar para conquistar o mercado: um deles é puramente técnico, e consiste num ecrã que consiga oferecer uma qualidade de imagem à altura do que as pessoas esperam ver ao usar um produto deste tipo (e considerando que já temos ecrãs de 2560x1440 em cerca de 5", não me parece que seja por aí); o outro é arranjar controladores que se tornem naturais de usar num ambiente VR. Teclados, ratos, e gamepads não são propriamente a coisa mais adequada para estes casos, e é algo que terá que ser feito.

Mas o maior risco - e que a própria empresa bem conhece - é o de não ceder à tentação de lançar um produto só para ser o primeiro a chegar ao mercado... e depois desapontar todos aqueles que estavam interessados nesta tecnologia. Algo que poderia dar uma imagem bastante negativa que depois poderia demorar anos a recuperar. É o tipo de coisa que provavelmente faz com que o Google não lance verdadeiramente os seus Google Glass - pois não me parece que o "público" aceitasse ter uns óculos que se arriscam a ficar sem bateria ao fim de 1 ou 2h de utilização.

Portanto... resta-nos mesmo esperar que os Oculus Rift estejam mesmo a "meses" de distância, mesmo que sejam "muitos"... e ir poupando uns euros para ver se temos direito a auto-prenda no Natal de 2015.

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