2015/04/06

Netflix aposta no 4K e HDR para deixar concorrência para trás


A rápida evolução da tecnologia está a deixar para trás os canais considerados "tradicionais", e o Netflix é um dos serviços que quer usar o seu dinamismo para deixar ficar para trás essa concorrência antiquada. Uma táctica que não está imune a uma forte oposição, mas que parece estar a dar bons resultados.

Da televisão a preto e branco à televisão digital, das cassetes VHS ao DVD e Blu-ray; a evolução na TV sempre foi feita de forma relativamente pausada e pacífica, e com muitas das evoluções a terem demorado décadas a chegarem ao público. Bastará olhar para o caso da alta-definição, um formato que começou a ser explorado na década de 90, mas que só em 2004 começou a ter emissões regulares - e que mesmo mais de uma década(!) depois, continua a deixar-nos envergonhados quando olhamos para as emissões dos nossos canais em 4:3.

A lentidão da adopção de novos formatos não se faz sentir apenas nos canais emitidos, mas também nos próprios suportes físicos. Depois de todas as guerras com o HD-DVD e de todos os atrasos para encontrar um sistema de protecção à prova de piratas, o Blu-Ray foi lançado de forma incompleta e sem contemplar a evolução para formatos futuros - o que faz com que nem ele esteja ainda apto para lidar com formatos 4K, ou melhoramentos como framerates mais elevados ou HDR.

E tudo isso deixa o Netflix, com a sua plataforma de distribuição exclusivamente digital, numa situação privilegiada para tirar partido de todas estas inovações - e mais importante talvez, de as promover activamente, distanciando-se cada vez mais de quem continua "acorrentado ao passado".


A rapidez com que os televisores 4K chegaram ao mercado e têm baixado de preço mostra bem que não faltará muito para que os consumidores comecem a exigir serviços que lhes permitam tirar partido da qualidade dos ecrãs que compraram; e por muito que os canais tradicionais façam o que podem para atrasar o Netflix (desde o não licenciamento de conteúdos às pressões para dificultar a sua entrada em certos mercados) em nada podem impedir aquilo que o Netflix tem feito: de produzir os seus próprios conteúdos, e com enorme sucesso.

E enquanto alguns se vão entretendo com essas tácticas de guerrilha, alheados das mudanças que o mundo vai sofrendo, o Netflix já vai olhando para o que o futuro trará para além dos conteúdos Ultra HD 4K, para coisas como os conteúdos HDR (que por agora ainda aguardam também que comecem a chegar ecrãs capazes de produzir tais imagens).


Por cá só nos interessa uma coisa... saber quando é que o Netflix fica disponível - e saber quando os operadores começam a inverter a tendência dos 3-4-5-Play e passam a oferecer aquilo que muitos clientes querem: uma única ligação à internet, sem TV nem telefone, a preço reduzido.

2 comentários:

  1. Em relação ao último parágrafo, isso vai ser difícil:

    - A NOS não oferece pacotes sem TV.
    - A Vodafone oferece Net ADSL a 20 Mbps e Telefone a 0,06€/min ao preço da Fibra 50 Mbps+Telefone gratuito+100 canais de TV. (Parece que estão a gozar)
    - A MEO oferece pacotes sem TV mas baratos, mas todos os pacotes desta operadora são muito caros. O único super barato é ADSL a uns ridículos 12 Mbps, com Telefone a 0,06€/min.

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    1. Ainda tenho ligação à net por cabo da NOS, em que apenas são disponibilizados os quatro canais nacionais, porque eles dizem que são um operador de TV e não de internet tendo de ter um serviço TV+NET. A vantagem é que pago apenas 16.58€. A ligação é de apenas de 12 Mbps, mas para mim chega perfeitamente. Caso viesse para cá o Netflix, até era capaz de aderir ao serviço se tivesse o preço competitivo de outros países, mas tinha de ser mesmo barato, é que passo muita pouca importancia à TV.

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