2018/02/15

Tarifário Vodafone You dá mais um passo na internet "por canais"


O novo tarifário Vodafone You pretende ser um tarifário que cada cliente pode configurar à sua medida, não só em função da quantidade de dados e tempo de chamadas e mensagens que pretende, mas também em função dos serviços extra que queira aceder frequentemente.

Há algum tempo que os operadores têm vindo a "treinar" os clientes a terem contabilização diferenciada de dados nos tarifários mobile, e agora a Vodafone dá mais um passo no sentido de se ter a tão temida internet sem neutralidade de dados, onde os utilizadores têm que escolher a que serviços querem aceder.

Em tarifários como o Yorn X, a oferta do zero-rating - o nome técnico deste sistema em que algumas apps ou serviços não são contabilizados - é feita precisamente como isso, como "oferta", que inclui alguns gigabytes extra de dados para um determinado conjunto de apps. Agora, temos a Vodafone a ceder à concorrência e replicar um tarifário ao estilo do MEO Smart Net, onde também é proposto aos clientes que optem pelo pagamento extra mensal de pacotes de acesso a apps de mensagens, redes sociais, serviços de música ou serviços de vídeo.

Claro que mesmo estes "passes" extra não dão acesso a dados ilimitados. Indo ler as informações adicionais do Vodafone You descobrimos que também estes passes têm limites:
Política de utilização responsável dos Pass:
  • Chat Pass 10 GB,
  • Music e Social Pass 12,5 GB,
  • Video Pass 15 GB.
Depois de ultrapassado o limite de dados atribuído a cada Pass de apps aplica-se o tarifário base de internet do cliente ou a tarifa de internet móvel.

Se por um lado posso compreender a "necessidade" da Vodafone em ter um tarifário que se aproxime do que é oferecido pelos concorrentes, por outro lado acho que teria sido muito mais positivo a Vodafone (ou outro operador) demarcar-se deste caminho, passando a oferecer estes gigabytes adicionais para utilização indiferenciada.

Isto é, em vez de chamarem "chat pass" com 10GB para utilização em apps de mensagens, chamem-lhe pack "extra 10GB", e deixem que os clientes os utilizem como bem entenderem. Isso sim, seria inovar e forçar o mercado a andar para frente, e ao mesmo tempo demonstrando um maior respeito pelos clientes.

... Porque senão, passo a passo, lá vamos seguindo num sentido do qual dificilmente haverá retorno... bastando que um operador comece a oferecer um novo tarifário promocional, onde até dão 1GB de dados por apenas 1€... mas que apenas serve para aceder aos sites dos parceiros associados, sendo necessário pagar o pack "web" por mais 10€ para se ter acesso ao resto da internet...

8 comentários:

  1. Este tarifário é um roubo e é ridiculo.

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  2. Carlos, é mandar vir um cartão SIM do estrangeiro. Aprecio bastante a Vodafone, a todos os níveis (estou contentíssimo com o meu ON+GB 100GB/mês por 20€), mas de facto, no que respeita a tarifários móveis de chamadas/dados já há muito que a Vodafone deixa a desejar...
    Não vou citar o exemplo do tarifário móvel da Free novamente(porque é muito violento), mas veja-se por exemplo o Soch da Orange que nos dá 40GB de internet indeferênciada por 9.90€/mês(preço promocional durante 12 meses) sendo os dados utilizáveis na maioria dos países europeus, no mesmo montante e em 4G!... Portanto, não faltará margem para que os operadores Portugueses proponham algo bem mais decente... É de salientar a crítica positiva do AADM nesse sentido.

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  3. Miketek, poderei falar um pouco mais sobre mandar vir um cartão de fora e qual o que tem e aconselha para se usar em portugal?

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    1. Não posso aconselhar propriamente. No meu caso, uso um cartão estrangeiro como cartão principal atualmente dado estar a residir fora precisamente.
      A questão de mandar vir cartões de fora é pertinente, sobretudo desde que "acabaram" com o Roaming na Europa.

      Para quem quer usufruir dessa possibilidade (imagino que já hajam centenas de Portugueses com cartões SIM estrangeiros permanentemente ligados às redes móveis Portuguesas) há que considerar, em primeira instância, que se tratará sempre de um cartão com um número estrangeiro (daqui por uns anos talvez seja banal o "vizinho" ligar-me de um número da Irlanda por exemplo) e em segundo, há que considerar que os operadores Europeus reservam o direito de utilização moderada fora do país de origem, embora não acredite que venham efetivamente a aplicar tais restrições.

      Fora isso, obter um cartão SIM do estrangeiro pode ser complicado, embora seja muito fácil obter cartões dos vários MVNO's europeus. Contudo, penso que o interesse reside em obter soluções "permanentes" e não temporárias e aí só falando com o amigo ou alguém conhecido que o possa facultar, ou então, claro está, sermos nós mesmos a trazer um de fora.

      Não faltam boas opções pela Europa fora, mas considero que o mercado francês tem das opções mais bombásticas do velho continente, muito por culpa do acima citado "Free mobile".

      Já aqui foi falado no ADDM acerca dessa oferta, assim como de outras e de facto torna-se irrisório comparar qualquer tarifário Português com essas mesmas ofertas, as quais não tem fidelizações e outros aspetos dissuasores a considerar.

      Se conseguir-mos uma daquelas ofertas bombásticas temporárias (também aqui falado) que propõem esses mesmos planos (durante 12 meses) a uma reduzida fração do seu preço base, então aí é de loucos e dá muito "gozo" anunciar isso aos operadores Portugueses quando nos ligam a propor pacotes de 500MB!, 1GB! ou 2GB por uns "fantásticos" 5 ou 10€! ou até mais Euros.

      Será sempre uma boa opção para quem possui smartphones DualSim, pois mesmo que não se usem para chamadas móveis, não faltarão GB de dados à "fartazana" (e não são apenas 5, 10 ou 15GB, como usualmente oferecido pelos operadores em Portugal).

      Em suma, não posso aconselhar A ou B pois há muitos aspetos a considerar, muito embora não tenha encontrado melhor que o tarifário da Free Mobile (campanha promocional de 0,99€/mês durante 12 meses e 19,90€ após 12 meses, oferecendo 25GB/mês na Europa e chamadas completamente ilimitadas). Haverá sempre outros pormenores importantes, como por exemplo os acordos internacionais de Roaming. Por exemplo, a Free tem acordo com a NOS em Portugal (que por si só é um dissabor) e além disso só se pode dar uso ao 3G quando fora do país de origem. Por outro lado, há outras ofertas que permitem aceder aos 3 operadores nacionais quando em Portugal, além de permitirem o uso do 4G e o mesmo plafond de tráfego que no país de origem (por exemplo a oferta Soch da Orange). A subscrição dessas ofertas pode também ser um entrave, embora a Free, por exemplo, aceite um qualquer MBnet para débito das mensalidades...

      Há muito por onde descobrir, certo é que, sejam campanhas ou não, há inúmeros tarifários móveis na Europa que nos deixam atordoados quando fazemos comparações aos tarifários oferecidos em Portugal, sobretudo no que concerne aos dados móveis disponibilizados...

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  4. E já agora os preços destes tarifários são ridiculos

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  5. Esquecendo a situação da neutralidade da net por um bocadinho, estes tarifários nem sequer fazem muito sentido, na minha opinião só faria sentido se o cliente pudesse escolher uma aplicação de cada categoria

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