2018/04/29

Huawei criou sistema mobile alternativo ao Android

A recente decisão dos EUA de negar o acesso da ZTE a tecnologia norte-americana pode vir a alastrar-se também à Huawei (actualmente sob investigação), mas a marca chinesa parece já se ter precavido contra essa eventualidade, investindo num sistema mobile alternativo ao Android.


O Android e iOS dominam o mercado mobile, não deixando margem para outras plataformas. A Microsoft perdeu o comboio do Windows Mobile e nunca mais foi capaz de recuperar o terreno perdido; e antes dela tivemos a Nokia, que do alto da sua posição dominante, não foi capaz de reagir a tempo e manter o seu Symbian relevante face às plataformas da Google e da Apple. A Samsung, por seu lado, ainda vai investindo no seu Tyzen - mesmo se actualmente apenas tenha expressão nos seus smartwatches e smart TVs - mas é um sistema que poderá usar como backup, caso algum dia tudo corra mal... como está a acontecer à ZTE.

A Huawei foi uma das marcas que desde logo adoptou o Android sem grandes receios; e até há bem pouco tempo não eram conhecidas actividades relacionadas com o desenvolvimento de um sistema operativo alternativo. Mas, segundo dados agora revelados, a marca chinesa terá começado a trabalhar num sistema operativo como "backup" já em 2012, depois de uma investigação dos EUA à ZTE.



O plano foi elaborado pelo Sr. Ren Zhengfei, fundador da Huawei e a marca nunca terá deixado de trabalhar neste projecto, sendo o mesmo visto como um investimento estratégico para salvaguardar contra cenários catastróficos. O sistema operativo destina-se a funcionar não apenas em smartphones e tablets, mas também PCs, pois pretende ser uma solução para o cenário de não poder usar nem o Android nem tão pouco o Windows. Este sistema operativo nunca terá sido lançado por não estar ao nível do Android (nem se sabendo qual o seu estado actual)... mas, em caso de cenário apocalíptico, sempre será melhor do que nada (sendo de esperar que, de uma forma ou de outra, retenha um certo nível de compatibilidade com o Android, para lhe permitir correr as muitas apps disponíveis nas app stores alternativas que proliferam na China.

Segundo Zhao Ming, presidente da Honor, ter um sistema operativo próprio "é uma questão de capacidade e necessidade ... A Huawei será garantidamente capaz de o fazer, mas de momento não considero necessário que o faça, pois trabalhamos em parceria com a Google e continuaremos a utilizar o Android".

Não colocando em questão a existência do sistema operativo, a grande dúvida é se este permitirá o acesso aos serviços da Google, pois será este o ponto crítico para que a marca possa continuar a ter sucesso nos mercados ocidentais. Se não for o caso, poderemos estar perante um cenário em que estes gigantes chineses sejam forçados a recuar para o mercado chinês... tendo que suspender a sua ofensiva na Europa., o que seria um rude golpe...

É uma situação a seguir com atenção, e cá estarmos para ir dando conta dos desenvolvimentos.

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