2019/01/26

A diferença de velocidade dos OLEDs e LCDs


Quando se olha para um ecrã, podemos ser levados a pensar que as imagens que aí são exibidas aparecem de forma instantânea; mas a realidade é bem diferente, variando drasticamente com a tecnologia do ecrã, e sendo revelada quando se faz uma gravação a 960fps.

A maioria dos ecrãs usados em computadores tem um refresh rate de 60 fps, mas isso não significa que todos sejam capazes de o fazer da mesma forma. Quem ainda se recordar das primeiras gerações de portáteis seguramente lembrar-se-á da facilidade com que o ponteiro do rato deixava de ser visível ao ser movimento, pois a velocidade de resposta dos LCDs de então era lenta - obrigando à utilização dos "mouse-trails" que deixavam um rasto do apontador, ou de um apontador com tamanho "gigante".

Actualmente os LCDs já não sofrem (tanto) desse problema, mas continuam a estar em grande desvantagem para os OLEDs.


O vídeo em cima mostra-nos como o ecrã de um Galaxy Tab S4 (um Super AMOLED de 10.5" com 2560x1500 pixeis) lida com a apresentação de três frames diferentes, gravado a 960fps. Cada imagem é apresentada sem problemas, seguindo apenas o padrão de actualização sequencial do ecrã, de cima para baixo, que é comum à maioria dos ecrãs.

Para comparação, no vídeo que se segue temos o mesmo a ser feito num ecrã LCD IPS de um MacBook Pro de 2015, e onde o seu tempo de resposta faz com que, mesmo quando se está a apresentar uma nova imagem, os pixeis do LCD ainda estejam a apresentar a imagem anterior, por não terem capacidade de mudar de estado tão rapidamente quanto seria desejável.han the 5 ms one of the LCD.


Este tipo de fenómeno não é um "defeito" do ecrã, mas simplesmente uma limitação inerente à sua tecnologia. Para complicar, esta "lentidão" nos LCDs nem sequer é linear, variando em função das cores que estão a ser apresentadas (note-se que neste segundo vídeo nunca se consegue chegar a ter a cor vermelha de fundo de um dos frames).


Com os ecrãs OLED esta questão do tempo de resposta estará resolvido, podendo começar a pensar-se em novas tecnologias que permitam que todos os pixeis sejam actualizados de forma simultânea no ecrã, em vez de serem com o varrimento sequencial. :)

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