2019/05/01

Diabéticos procuram bombas de insulina obsoletas com vulnerabilidades


Nos EUA vive-se uma estranha situação, em que os diabéticos procuram velhas bombas de insulina, precisamente por conterem vulnerabilidades que permitem torná-las mais funcionais.

Os diabéticos de Tipo 1 têm que contabilizar tudo o que ingerem e a actividade que fazem, para calcularem a dose de insulina que devem tomar. Por outro lado, existindo sensores de insulina que podem monitorizar o sangue em tempo real, não demorou para que algumas pessoas mais técnicas pensassem: porque não juntar ambos, de forma a que a bomba de insulina funcionasse de forma automática, deixando a pessoa livre dessa crucial tarefa?

Foi aí que entrou a descoberta de uma vulnerabilidade numa velha bomba de insulina da Medtronic, que dá aos "atacantes" a capacidade de a controlarem como bem entenderem. Foi isso que acabou por dar origem ao projecto OpenAPS (Open Artificial Pancreas System), que faz a gestão dos sensores de insulina e as bombas, controlando automaticamente as doses de forma manter o nível de açúcar no sangue dentro dos valores adequados.

O problema é que para isso é necessário recorrer a uma bomba obsoleta, que não tenha sido actualizada, de forma a conter a vulnerabilidade que permite fazer esta integração - sendo que do lado da empresa, a posição é a habitual: que os equipamentos não devem ser modificados por poderem por em risco a vida das pessoas. Neste caso, trata-se precisamente de permitir que sejam modificados, para melhorarem a vida das pessoas.

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