2019/05/07

Microsoft ElectionGuard promete votos electrónicos seguros e privados


O tema da votação electrónica é suficiente para gerar calafrios entre todos os especialistas de segurança, mas a Microsoft entra nessa área com um sistema que parece resolver muitas das principais preocupações: o ElectionGuard.

Os sistemas de votos electrónicos, por muito atractivos que pudessem ser, têm-se revelado num poço sem fundo de vulnerabilidades e riscos de segurança que põem em risco a realização de eleições seguras (embora, por outro lado, a manipulação de eleitores via fake news também não ajude). Por isso, a MS esquiva-se a enfrentar essa questão directamente, apresentando o seu sistema como complementar aos sistemas de votos tradicionais.

O ElectionGuard não pretende substituir os boletins de voto, ou voto electrónico, mas servir de complemento ao sistema que estiver a ser utilizado. A vantagem será dar aos eleitores uma forma de poderem validar que o seu voto foi correctamente contabilizado e que não houve manipulação na contagem dos votos.

A ideia é que, ao votar, o voto seja feito da forma habitual (por exemplo, com o voto em papel) e também de forma electrónica no ElectionGuard - que conta com código aberto open-source. Este sistema recorre à habitual dose de criptografia e matemática para garantir que o voto permanece privado, mas permitindo a contabilização dos votos com a garantia de que não há manipulação, e que cada eleitor possa validar o seu voto. Desta forma, seria simples detectar qualquer discrepância entre os resultados contabilizados pela mesa de voto e os contabilizados pelo sistema.

Eventualmente, depois de mostrar a sua validade, o ElectionGuard poderia ser promovido a sistema principal, acabando por se tornar num sistema de voto electrónico "completo". Mas, por agora, já seria simpático tê-lo apenas como método de controlo dos votos tradicionais; contribuindo para conquistar a confiança nos processos eleitorais.

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