2019/07/15

A complicada condução autónoma na Europa


Os automóveis autónomos têm evoluído a bom ritmo nos EUA, mas na Europa são muitas as startups que não receiam enfrentar os gigantes tecnológicos norte-americanos, relembrando que por cá se enfrentam problemas completamente diferentes.

Uma coisa é criar um sistema capaz de navegar em auto-estradas ou vias rápidas, com boas condições climáticas - ou que até possam circular nas largas estradas das grandes cidades norte-americanas; outra bem diferente é criar um automóvel autónomo que seja capaz de enfrentar as tortuosas estradas das cidades europeias, condimentadas com trânsito caótico a condizer e onde muitas vezes a chuva não é um acontecimento ocasional mas quase permanente.

As dificuldades são muitas mas há quem acredite estar à altura de resolver o problema; e sem receio de enfrentar os gigantes tecnológicos com bolsos ilimitados. O co-fundador da Wayve diz que por cá é necessário adoptar uma postura diferente. Tecnologia como o LIDAR, que tem sido presença constante nos automóveis autónomos, não é adequada para lidar com a chuva torrencial, obrigando a seguir aquilo que Elon Musk tem dito, de apostar mais nas câmaras convencionais (embora há quem demonstre a validade dos mesmos, mesmo com chuva e neve). E quanto à concorrência norte-americana, diz que "se têm estado há uma década a fazer testes em Phoenix e mal se conseguem expandir para outras cidades, como podem sequer pensar em enfrentar as cidades europeias?"

Infelizmente, não há soluções fáceis, nem mesmo para quem se dedica exclusivamente à condução autónoma cá na Europa. E o resultado é que a promessa dos automóveis autónomos se arrisca a ser uma repetição daquela que também era feita a propósito dos automóveis eléctricos - quando em 1999 também nos diziam que os automóveis eléctricos "estavam a chegar", e só passados 20 anos é que finalmente se começa a ver alguma mudança a esse respeito. Veremos se só lá para 2040 é que começaremos a ter carros verdadeiramente autónomos, ou se Elon Musk estará correcto a dizer que isso é coisa para acontecer "já no próximo ano"...

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