2019/10/13

Autonomia do Tesla Model 3 após 80 mil km


Continua a existir alguma preocupação com a longevidade das baterias nos automóveis eléctricos, mas a Tesla tem feito um excelente trabalho a demonstrar que tal não é necessário, sendo que mesmo após 80 mil quilómetros um Model 3 pode reter 98% da capacidade original.

A Tesla dá uma garantia de 8 anos para as suas baterias, e a maioria das pessoas não irá chegar perto dos limites de quilometragem indicados (cerca de 160 e 190 mil km, para as variantes Standard Range e Long Range). No entanto, é natural que os potenciais compradores se preocupem com a degradação da bateria ao longo da vida útil do carro - pois ninguém gostaria de saber que ao fim de 50 ou 100 mil km a autonomia se iria reduzir drasticamente.

Como seria de esperar, há quem esteja de olho nessas coisas e os resultados são animadores.


Tirando alguns casos pontuais em que existe maior degradação, a esmagadora maioria dos Tesla consegue manter a capacidade de bateria entre os 90 e 100% mesmo depois de já terem circulado mais de 50 mil km. E mesmo entre aqueles que já conseguiram acumular mais de 200 mil km, a capacidade mantém-se (curiosamente, a haver degradação, isso parece fazer-se sentir logo nos primeiros milhares de quilómetros, mantendo o nível daí em diante).

Embora alguns Model 3 já estejam a aproximar-se dos 160 mil quilómetros, temos um utilizador que fez o ponto da situação aos 80 mil km (50 mil milhas) e também relata que a capacidade da bateria retém 98% da capacidade original.

Não será isto um bom indicador para quem estiver a pensar usar um Model 3 como táxi ou Uber?... :)


13 comentários:

  1. maioria das pessoas não irá chegar perto dos limites de quilometragem indicados (cerca de 160 e 190 mil km, para as variantes Standard Range e Long Range).

    De um ponto de vista ambiental, é trágico. O meu golf tem 350 mil, e vai rodar até não dar mais, carros novos são ineficientes em termos ambientais, comparando com ficar com o que se ten.

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  2. Claro que a maioria das pessoas vão ter estes carros a passar dos 160 mil kms. São os q vão comprar os teslas em 2 mão.

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    1. Eu não arriscava comprar um elétrico usado, enquanto estivermos 100% dependentes das marcas ao nível de peças não compensa.

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    2. Precisamente. Do ponto de vista económico não compensa adquirir carro elétrico em segunda mão.

      Quem tem pouco dinheiro não se pode dar ao luxo de ter que pagar autênticas "notas pretas" pelas substituições de baterias ou manutenções bastante dispendiosas.

      E quem tem dinheiro obviamente que não irá prescindir de trocar de carro a cada 2 ou 3 anos, como é apanágio...

      Ou os preços dos elétricos usados descem para níveis tão apelativos que passará a compensar as trocas e baterias e manutenções onerosas ou ficarão encalhados algures, sabe-se lá onde...

      Uma vez que são os americanos que andam à frente nestas coisas, será interessante seguir a evolução do mercado de segunda mão dos carros elétricos nos Estados Unidos nos próximos anos.

      E ficar bem atento aos relatórios (se chegarem a existir) de exportação de elétricos usados para fora dos EUA, pois essa até poderá ser uma das saídas para descartar esse tipo de material em f"de vida".

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  3. Manutenções dispendiosas... lol não sabe o que diz... já há Teslas com mais de 900000km e a bateria ainda acumula mais de 80% da carga. Só podem estar a brincar. Procurem informação credível antes de vir para a net escrever merd@...

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  4. Teslas com 900.000km? Já agora pode partilhar essa informação credível?

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    1. https://pplware.sapo.pt/motores/tesla-model-s-recorde-quilometros/

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  5. As baterias perdem as características químicas ao longo do tempo e não dos km's percorridos. Sim as cargas / descargas têm alguma (reduzida) influência, mas é a degradação química que vai ditar quanto duram. Até podem fazer centenas de milhar de km's desde que seja durante essa janela temporal, que foi calculada ser de 8 anos.
    Vai ser giro, quando for necessário substituir uma bateria num Tesla, vai custar tanto como um carro em 2ª mão entre 5000 e 6500USD.
    E a pergunta para os ecologistas de sofá é, como e quem vai reciclar os Kg's de lítio, cobalto e níquel dessas baterias...

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    1. A degradação química está directamente relacionada com os ciclos de carga/descarga (por isso é que a maioria delas tem "limite" de ciclos, e não "de tempo"), que por sua vez estão directamente relacionados com os quilómetros percorridos. De qualquer forma, a parte de reciclagem não está esquecida.

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