2019/12/03

Como assistir aos vídeos restritos do Youtube


Não há nada mais irritante do que clicar num vídeo no YouTube e levar com uma mensagem "desculpe lá, mas este vídeo não pode ser visto no seu país". Felizmente, a solução está a alguns cliques de distância... sob a forma de uma VPN.

Para além das questões da privacidade, a utilização de uma VPN torna-se cada vez mais indispensável, até para que possa aceder a conteúdos banais, que muitas empresas absurdamente continuam a restringir, geograficamente. São frequentes os casos em que até trailers de séries ou filmes se tornam impossíveis de serem assistidos em Portugal - vá-se lá perceber porquê(!) - e que fazem desesperar os utilizadores com a procura de fontes alternativas. E no processo, será inevitável pensar: não seria simpático se pudesse aceder à internet, como se estivesse num local em que se tem acesso a este conteúdo?

É precisamente isso que se pode fazer com uma VPN.

O que é uma VPN?

Para quem não estiver familiarizado com o que é uma VPN, é algo que pode ser descrito como a versão digital do velho truque dos agentes secretos, que colocavam um telefone ao lado do outro para parecer que estavam a fazer uma chamada telefónica, a partir de determinado local, quando na realidade estão noutro. Ou seja, ao invés do nosso computador aceder à internet a partir do local onde está, cria uma ligação segura e encriptada até ao serviço de VPN, que normalmente disponibiliza uma vasta selecção de "pontos de saída", em diversos países.

Para todos os efeitos, quando estiverem a aceder ao YouTube, ou qualquer outro site (como uma loja online, ou serviço de streaming), estarão a fazê-lo como se estivessem fisicamente no país que seleccionaram no serviço de VPN - e como tal, sem o constrangimento de levarem com um aviso do "conteúdo não disponível no seu país".

Mas as vantagens das VPNs não se ficam por aqui.

Para além de nos darem a possibilidade de escolhermos o país a partir do qual queremos aceder à internet, as VPNs garantem também que todas as comunicações feitas a partir do nosso computador ou smartphone contam com uma camada adicional de segurança. Isto significa que nem sequer o próprio operador do serviço, de acesso à internet, poderá saber a que sites ou serviços se está a aceder quando estão a utilizar a ligação de casa. E isto revela-se ainda mais vantajoso quando estão a aceder à internet a partir do smartphone num hotspot WiFi público. Com o recurso à VPN elimina-se a preocupação sobre esse hotspot poderá estar a espiar o tráfego dos utilizadores.

Ao contrário do que possa pensar, usar uma VPN nos browsers não é algo complicado, pois o processo de instalação é extremamente simples, bastando seguir as instruções passo a passo (que normalmente se resumem a instalar a VPN e já está!) E a partir daí basta activar a VPN sem ter que lidar com o bloqueio de vídeos no Youtube ou demais conteúdos online, e com a segurança acrescida de uma "pegada digital" mais protegida e privada.

Por outro lado, a utilização da VPN significa que estão a confiar os vossos dados e privacidade à empresa que gere a VPN, pelo que se torna indispensável optar por uma que ofereça as melhores garantias de que não irá abusar dessa confiança. Felizmente, são muitas as que se comprometem em não guardar quaisquer registos sobre a actividade dos utilizadores. Além disso, são muitos os serviços de VPN que regularmente disponibilizam promoções que permitem subscrever o serviço por vários anos a preços ultra reduzidos (por vezes aproximando-se de apenas €1 por mês).

Nada como ficar atento... e aproveitar a oportunidade, assim que surgir.

8 comentários:

  1. Uma dica para os profissionais.
    1.º) Arranjem (ou criem) um dispositivo wireless (modem/ router wireless) que tenha a capacidade de se ligar directamente à Internet ou de ligar-se a redes Wireless existentes. Certifiquem-se que tal aparelho tem um cliente de OpenVPN que permita ligar esse aparelho directamente a um servidor OpenVPN sem que o operador ou quem tiver a fornecer o Wireless possa ver o que fazem.
    2) Ligam-se ao aparelho (modem/ router wireless) que já tem a ligação OpenVPN, e depois de estarem ligados a eles, criam a vossa própria ligação OpenVPN, a partir do smartphone/ tablet/ portátil, para aceder a um OUTRO operador de OpenVPN, diferente daquele ao qual se liga o outro aparelho.

    Desta forma nenhum dos operadores sabe em simultâneo o vosso IP verdadeiro e a que web sites/ serviços online estão de facto a tentar aceder. O do modem/ router wireless consegue ver o vosso IP verdadeiro, mas só vos consegue ver ligado a outro IP de outro operador de OpenVPN, e o operador de OpenVPN do vosso smartphone/ tablet/ portátil consegue ver que vêm de um servidor de OpenVPN mas não consegue ver o vosso endereço IP verdadeiro... e se não tiverem outros dados que vos permitam identificar (e-mail, dados de pagamento, telemóvel, etc.) só saberá mesmo o IP do servidor de OpenVPN anterior da outra empresa.

    Ambas as empresas terão de cooperar para se saber quem é o utilizador. Algo perfeitamente possível... mas já não é algo directo.

    E podem criar configurações em que podem colocar mais servidores OpenVPN de fornecedores diferentes pelo meio o que tornará ainda mais difícil a qualquer um deles saber exactamente o que estão a fazer e de onde para onde. Uma espécie de Onion ("rede TOR") mas onde se escolherem bem os operadores de OpenVPN será mais rápido e sem o problema de o IP estar sempre a mudar, e com menos probabilidades de já estar bloqueado.

    Quantos mais servidores OpenVPN entrelaçados na ligação, mais lento ficará! E mais probabilidades de problemas na ligação. Se forem tudo servidores com boas ligações e não congestionadas dará perfeitamente para utilizar.

    Idealmente entre 3 a 5 servidores OpenVPN é o ideal, abaixo disso é pouco para garantir um nível mínimo de privacidade a sério (não confundir com anonimato... anonimato é quase impossível), e acima disso poderá ficar demasiado lento se os servidores e respectivas ligações não forem da melhor qualidade... se forem podem acrescentar mais e mesmo assim ter boas velocidades... mas não pensem é ir jogar nessa configuração que são capazes de não ficar lá muito contentes... também vídeo e voz em directo serão afectados por tantas interligações devendo/ podendo existir maior atraso na comunicação).

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    1. give this men an award for public service
      bem pensado e explicado de forma simples

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    2. Para utilizadores com conhecimentos avançados:
      É possível ver como configurar os múltiplos saltos entre servidores OpenVPN em sistemas Linux, para aumentar a privacidade das actividades como escrito acima visitando por exemplo: https://cryptostorm.is/multihop (se não estiver disponível, visite: https://web.archive.org/web/20191204000758/https://cryptostorm.is/multihop ).

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  2. Carlos, subscrevi a Pure VPN e instalei a app nos dispositivos Android e no Firestick 4k. Escolho o modo Stream na app, escolho os EUA (por exemplo) depois tento aceder ao Netflix para ver o catálogo do país en questão. Sempre que inicia o streaming recebo a mensagem de erro do Netflix "parece que está a utilizar um desbloqueador ou um proxy. Por favor desative esses serviços e tente novamente". Ou seja, paguei uma subscrição para nada. E esta VPN já foi várias vezes recomendada inclusivamente para este propósito (streaming)...

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    1. Isto é sempre um jogo do "gato e do rato". É normal irem bloqueando e desbloqueando consoante os IPs que vão sendo atribuídos.
      De qualquer forma, nada como contactá-los e dizer que não estás a conseguir dar uso ao streaming como pretendias, para eles "afinarem" a coisa.

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    2. Obrigado. Já submeti um ticket. Vamos lá ver...

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  3. Quais são os melhores serviços de VPN existentes no mercado?

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  4. já aqui tinha falado sobre a purevpn.... o problema é que o pessoal só vê a tabela dos preços ler o resto da trabalho..... por outro lado usar vp n para um servidor do US? onde a privacidade é zero....

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