2020/02/01

Spinlaunch quer atirar satélites para o espaço usando centrifugadora


E se fosse possível atirar literalmente um satélite para o espaço dispensando os tradicionais foguetes? É precisamente isso que a Spinlaunch tem procurado atingir, utilizando um acelerador centrífugo.

Atingir as velocidades necessárias para escapar à gravidade terrestre é algo que tem causado enormes dores de cabeça aos cientistas há décadas. Para o fazermos num veículo auto-propulsionado é necessária uma enorme quantidade de combustível, mas essa quantidade de combustível aumenta o seu peso, fazendo com que sejam precisos mais motores e combustível, num ciclo "impossível" de vencer. Daí que a Spinlaunch esteja a explorar uma abordagem diferente, lançando os satélites sem necessidade de carregarem combustível.


A ideia da Spinlaunch é incrivelmente simples, usar um acelerador centrífugo (ao estilo daqueles utilizados pelos pilotos e astronautas para simular forças gravíticas elevadas) numa câmara de vácuo para acelerar um foguete até aos 7500 km/h (Mach 6). Uma velocidade que supostamente seria suficiente para lançar um satélite de 100 kg até uma altitude de 61 mil metros, local onde bastaria um disparo de foguete com duração de um minuto para dar o empurrão final para a órbita terrestre.


Do lado oposto, surgem vozes críticas que dizem que será impossível criar satélites que resistam às imensas forças G geradas por este sistema, e que por isso não funcionará. Preocupações que os fundadores da Spinlaunch já tentarem desmistificar, colocando produtos convencionais numa das sua centrifugadoras de teste, e demonstrando que até produtos como iPhones, computadores, câmaras, objectivas, e outros, resistem sem qualquer problema a essas acelerações.

Esperemos que daqui por mais alguns anos se possa ver a Spinlaunch a atirar coisas para o espaço... e a fazer os cépticos engolirem em seco.

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