2020/10/05

Cinemas no Reino Unido e EUA ameaçam encerrar devido a novo adiamento do 007


A Cineworld, detentora da Regal Cinema, a maior cadeia de cinemas no Reino Unido e Irlanda e segunda maior nos EUA, ameaçou encerrar as suas salas de cinema em resposta ao anúncio de que o mais recente filme do James Bond 007 voltará a ter estreia adiada.

O Covid-19 tem tido um impacto significativo em praticamente todos os sectores da sociedade, mas os cinemas são dos mais afectados. E para além da falta de espectadores, estão também numa situação mais complicada, devido à falta de filmes para exibir, que por sua vez impede o regresso dos espectadores, ao ponto de se chegarem a estas medidas extremas de serem encerradas milhares de salas.

A Cineworld, depois de ter registado prejuízos de 1.6 mil milhões de dólares no primeiro semestre deste ano, diz que está a considerar encerrar os seus 543 cinemas nos EUA e 128 no Reino Unido e Irlanda, representando mais de 7000 salas, por culpa do novo adiamento da estreia do mais recente filme do James Bond, No Time to Die. Um filme que já tinha sido adiado por conta do Covid-19, mas que era esperado para o final deste ano, mas que agora voltou a ser adiado para Abril de 2021.

E o maior problema é que, se se criar esta incerteza sobre os cinemas estarem abertos, é bastante provável que muitos outros lançamentos aguardados para este final de ano venham a ser também adiados, incluindo filmes muito aguardados como Wonder Woman 1984 e Dune, o que seria mais um rude golpe para os cinemas que se mantiverem abertos. Estaremos a assistir ao fim dos cinemas tal como os conhecíamos, tal como se assistiu ao fim dos cinemas tradicionais face aos multiplexes nos centros comerciais? Bastará apenas mais uns poucos apostarem no lançamento nos serviços de streaming e parece-me que ficará o caso arrumado - e seria algo "profético" que este "No Time to Die" servisse mesmo para sinalizar essa transição.

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