2020/11/23

Extensões do Chrome têm que dizer que dados usam

A Google quer dar mais confiança aos utilizadores quando escolhem extensões para o Chrome, exigindo que seja indicado que tipo de dados é recolhido e que uso lhes é dado.

Ao estilo do que a Apple está a pedir para as apps, para a criação de uma "etiqueta de privacidade", também a Google quer tornar mais perceptível a informação sobre o tipo de dados que as extensões do Chrome recolhem e que uso lhes é dado.

Esta medida visa aumentar a transparência, mas não dará qualquer garantia efectiva. Isto porque quem criar uma extensão maliciosa obviamente que não irá colocar esse ponto nas descrições; nem nada pode garantir que uma extensão que tenha motivos legítimos para recolher informação não venha a abusar desse privilégio, vendendo-a a outras entidades ou usando-a para outro fim que não o que era suposto.


Por muitos sistemas de protecção que sejam implementados (e que são necessários e bem vindos), como os que impedem que apps ou serviços acedam à câmara ou microfone se não se der a devida autorização; nada nos protege contra o eventual abuso de confiança que daí possa recorrer. Por exemplo, uma extensão que justifique a sua necessidade de manipular páginas web para remover publicidade, poderá também manipular os endereços de uma carteira de criptomoeda para roubar o utilizador.

Seria necessário uma forma de validar o grau de confiança de cada coisa... mas até isso não seria garantia a 100%, pois também os sistemas de votações podem ser manipulados, com exércitos de bots a dar boa / má pontuação, ao serviço de outros interesses.

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