2021/01/19

A evolução das câmaras nos Galaxy S da Samsung

A família Galaxy S da Samsung tornou-se numa das mais icónicas no segmento dos smartphones, e a marca revisitou as evoluções feitas nas câmaras ao longo das várias gerações que foram lançadas.

O Galaxy S estreou-se com uma câmara de 5MP, que já tinha autofocus e capacidade de identificar rostos. Mas neste distante ano de 2010, a Samsung optava por destacar o modo panorama, que permitia usar a sua câmara para captar imagens mais abrangentes.

Com o Galaxy S2 a Samsung corrigiu uma lacuna, adicionando-lhe um flash LED. A resolução da câmara principal subiu dos 5MP para os 8MP, enquanto na frente deu-se um salto propocionalmente ainda maior, passando de uns ridiculamente reduzidos 0.3MP para 2MP, reconhecendo e contribuindo para o início de popularição das selfies.

Com a chegada do Galaxy S3 em 2012, a Samsung optou por não mexer na resolução e em vez disso apostou no modo Burst Shot, permitindo tirar 20 fotos em 3.3 segundos, modo Zero Shutter Lag para garantir fotos instantâneas no momento em que se pressiona no botão de captura, e ainda um modo "Best Photo" capaz de sugerir a melhor foto captada numa sequência rápida de 8 fotos.

Com o Galaxy S4 a Samsung começou a dar destaque à utilização simultânea de múltiplas câmaras com o modo Dual Shot, capaz de combinar imagens da câmara traseira e da câmara frontal com um efeito "picture-in-picture"; assim como o Sound & Shot que permitia captar uma foto em conjunto com alguns segundos de som ambiente. A câmara principal passou de 8MP para 13MP, marcando o início de uma corrida na melhoria da resolução.

O Galaxy S5 marca a estreia de um sensor ISOCELL de 16MP, com melhor qualidade de imagem, e também permitindo captar imagens em HDR que foi a capacidade que a Samsung optou por destacar para este modelo. Este sensor também melhorava a qualidade das imagens captadas em ambientes com luz reduzida, dando início à tradição dos Galaxy S tirarem boas fotos no escuro.

No Galaxy S6 a Samsung voltou a melhorar a câmara frontal, passando para um sensor de 5MP com objectiva F1.9; enquanto na câmara traseira o destaque foi para o modo de lançamento rápido, que permitia por o smartphone pronto a tirar uma foto em apenas 0.7 pressionando-se o home button duas vezes independentemente de onde se estivesse.

Para o Galaxy S7 a Samsung optou por incorporar tecnologia vinda das câmaras DSLR, um sensor dual pixel, em que cada pixel é dividido em dois fotodiodos que lhe permitem fazer detecção de fase e melhorar a capacidade de focagem automática. Inovações que na altura permitiram-lhe obter uma pontuação recorde de 88 pontos no DxOMark. Na frente, a câmara frontal ganhou um flash" para selfies através da iluminação do próprio ecrã.

Por altura do Galaxy S8 as empresas começavam a ter dificuldades em dar grandes saltos qualitativos nos sensores, pelo que a solução foi começar a investir na parte do software e do processamento das imagens. O destaque neste modelo foi para a melhoria dos algortimos de processamento da imagem, captando múltiplas fotos e escolhendo a melhor. Para fazer face ao ecrã sempre crescente (6.2") e à dificuldade de chegar com os dedos a todos os botões, o interface da câmara passou também a dar uso aos gestos, com o deslizar lateral a percorrer diferentes modos e o deslizar vertical a alternar entre câmara traseira e frontal ou a dar acesso ao zoom.

Para o Galaxy S9 a Samsung estreou uma câmara Dual Aperture, capaz de se ajustar à luminosidade ambiente para garantir a melhor qualidade tanto de dia como de noite. Com a capacidade de seleccionar uma abertura de F1.5 ou F2.4, o sensor podia captar 28% mais luz que o modelo anterior, o que se tornava numa enorma vantagem particularmente em ambientes pouco iluminados. Este modelo estrou também o modo Super Slow-mo, permitindo gravar vídeos a 960 fps para captar momentos rápidos que de seguida podiam ser vistos em câmara lenta. Outra estreia na marca foram os AR Emoji, tirando partido de realidade aumentada para criar emojis que replicavam as expressões faciais dos utilizadores em tempo real.

Com as câmaras a serem dos elementos mais importantes num smartphone, para o Galaxy S10 a Samsung apostou no modo Super Steady de estabilização, permitindo captar vídeos utilizáveis mesmo em situações em que normalmente ficariam a "saltar" por todo o lado. Vídeos que agora também podiam ser captados em HDR10+; e que agora eram também acompanhados por uma segunda câmara traseira ultra wide de 16MP, com campo de visão de 123° que replicava o dos olhos humanos.

Na geração Galaxy S20 as câmaras passaram para 64MP, e para 108MP no modelo Ultra. Graças ao Space Zoom, que combinava a câmara zoom com zoom digital assitido por AI, a Samsung prometia uma capacidade de zoom de até 100x. O modo Super Steady foi melhorado, e agora era também possível gravar vídeo 8K.

E por fim (por agora), o Galaxy S21, que no modelo Ultra estreia a utilização de duas câmaras com telefoto e vem com 5 câmaras: frontal de 40MP, 12MP ultra-wide, 108MP principal, 10MP telefoto e 10MP telefoto. Nos S21 e S21, temos quatro câmaras: frontal de 10MP, 12MP ultrawide, 12MP principal, e 64MP telefoto. Um novo modo Director's View permite fazer a pré-visualização de três câmaras em simultâneo para facilitar o processo de escolher para a câmara com o campo de visão mais adequado sem se recorrer a tentativa e erro. Todas as câmaras podem gravar vídeo 4K a 60fps, e a câmara de 108MP por combinar grupos de 9 pixeis para melhorar a iluminação em ambientes escuros.


Dá-nos vontade de imaginar que mais inovações nos aguardam para os próximos 12 anos.


[via Samsung]

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