2021/01/22

Google encerra Loon e abandona balões

Após quase uma década de desenvolvimentos, a Google atira o Loon para a gaveta dos serviços abandonados - concretizando o receio que paira sobre todos os projectos e serviços da Google.

O projecto Loon nasceu como um projecto "maluco" que desde logo punha em causa a sua sustentabilidade, mas ao longo dos anos fomos sendo presentados com melhorias regulares que resultaram em coisas fantásticas a nível da navegação dos balões, como prever com exactidão o percurso que seguiriam e até dirigi-los usando apenas as correntes atmosféricas - ainda recentemente deram-nos a notícia de que tinham mantido um dos seus balões em voo durante 312 dias. A par do facto da Google ter passado o Projecto Loon para empresa dedicada separada "Loon", e até iniciado serviço comercial no Quénia, tudo fazia antever que o Loon fosse um serviço de sucesso e que se iria auto-sustentar e crescer ao longo dos próximos anos.

Infelizmente, não é o caso, e o Loon anuncia que irá encerrar a actividade com a justificação de que não conseguiu atingir viabilidade económica.
A equipa diz que alguns dos seus desenvolvimentos serão úteis para outros projectos, ou que até já estão a ser utilizados - como o caso das comunicações ópticas entre balões, que foi aplicado no Projecto Taara (quanto tempo durará esse?) - e que os colaboradores tentarão ser integrados noutros projectos experimentais da Google. Quanto ao Quénia, a Google promete um bónus de $10M para apoiar projectos educativos e de comunicação, como forma de compensar o encerramento do serviço.

É certo que a aposta em projectos nem sempre resulta, mas não deixa de ser uma situação triste vê-los encerrar. E no caso da Google, serve também para nos relembrar que mesmo projectos em que a Google faz uma grande aposta e que parecem ir bem, não estão livres de encerrar a qualquer momento.

4 comentários:

  1. Esse projecto deixou de fazer sentido com a chegada de acessos à Internet por parte de satélites em orbita baixa.
    Era de esperar esse enceramento...

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  2. Exatamente, com o Starlink a utilização de balões já não faz sentido.

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  3. Faz sentido ainda mais tendo em conta que investiram na Spacex (para o dev dos Starlink)

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  4. Realmente, um projecto que prometia pouco.
    Tivesse lá eu, dizia logo para deitarem a ideia fora e apostarem antes em satélites... mesmo que fossem de órbita mais elevada, mas com mais capacidade para dar o acesso mínimo à Internet pelo menos. Depois era uma questão de saturar as áreas consideradas para os ditos projectos com satélites para garantir largura de banda suficiente (e alguma redundância) para as ditas regiões mais pobres.
    Os satélites de baixa altitude podem ser uma opção interessante, mas milhares deles e depois ter de andar a enviar constantemente novos, poderia ser visto como ambientalmente preocupante.

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