2022/01/02

Computadores desktop recuperam com confinamentos e trabalho remoto

Depois de anos a perder terreno para os portáteis, os computadores desktop registaram um aumento graças ao aumento dos casos de trabalho remoto provocados pela pandemia Covid-19.

São inegáveis as vantagens dos computadores portáteis, que hoje em dia nos permitem ter máquinas relativamente poderosas, com peso e espessura reduzida, autonomia q.b., e que nos podem acompanhar para qualquer lado - com ênfase nesta última parte, da mobilidade. Dito isto, são também máquinas que, pelo seu próprio formato, ficam também mais limitadas, e onde algumas opções fazem encarecer drasticamente o seu preço.

Mas este ano, a venda de computadores desktop aumentou.
[Durante muitas décadas, era isto que se considerava ser um "computador"]

À medida que muitas pessoas passaram a trabalhar em modo remoto a tempo inteiro, começam também as inevitáveis comparações: se se está a utilizar um computador portátil que passa 100% do tempo em casa, ligado a um monitor externo, porque não considerar a compra de um desktop? Um computador de secretária pode não ter (não tem!) a portabilidade de um portátil, mas em contrapartida expande a gama de opções para um horizonte bastante mais vasto. Os CPUs para desktops são bastante mais poderosos que as versões destinadas aos poupados portáteis, não falta espaço para se meter meia dúzia de discos ou SSDs se assim o desejarmos, podemos optar por placas gráficas que custam mais que o resto do computador, e nem entro nas opções de iluminação para quem se sentir atraído pelos acessórios "gaming" repletos de LEDs.

Gastando-se o preço equivalente a um portátil decente, fica-se com um computador que mais facilmente lidará com processas intensivas, como edição de fotos ou vídeo, ou até mesmo simplesmente manter um browser aberto com 50 tabs abertas simultaneamente - cuja impacto começa a fazer-se sentir nas máquinas mais limitadas.

Sendo eu um grande fã dos desktops desde sempre (vantagem de não ter que andar com um computador de um lado para o outro), não me surpreende que mais pessoas façam o mesmo quando colocadas nas mesmas condições.

3 comentários:

  1. Existe um problema gigante, o preço, é um absurdo o valor que hoje é preciso pagar por um desktop decente, só para a gráfica é preciso gastar mais do que uma consola e ficar com uma gráfica inferior.

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    1. Se conseguires passar com uma gráfica onboard ou com a do computador anterior, era o que te aconselhava a fazer, pelo menos enquanto os preços não voltarem ao normal. Há 2 anos comprei uma gráfica banalíssima( GTX 1650), por menos de 150€, hoje o mesmo modelo está acima dos 400€...

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    2. Exatamente, esse modelo e a 1660 são vendidas inclusive em desktops designados como para jogos mas, essas gráficas para jogos já não são nada de especial

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