2022/01/29

Google promete dedicar-se aos tablets

Depois de praticamente ter ignorado os tablets durante anos, a Google vem dizer que os tablets são o futuro e que vai voltar a apostar neles.

O percurso da Google e do Android nos tablets tem sido uma montanha-russa, que avariou pouco depois de primeira ronda de entusiasmo. Nos seus tempos áureos a Google lançou o Nexus 7 e Nexus 10, que se tornaram nos primeiros tablets para milhões de pessoas - mas depois disso as coisas foram esmorecendo e caindo no esquecimento, talvez por a Google achar que seria melhor apostar no Chrome OS.

O que é certo é que com isso a Google deixou o caminho livre e desimpedido para que a Apple dominasse o sector com o iPad, tendo desde logo percebido a necessidade de fazer ajustes específicos para os tablets (iPadOS) em vez de tentar fazer com que o iOS do iPhone servisse para tudo. E apesar de muitos fabricantes nunca terem abandonado o formato tablet nos Android (Samsung, Lenovo, etc.), o sistema e os utilizadores continuam a sofrer com o síndroma de muitas vezes o tablet continuar a ser tratado como um "smartphone grande", o que sempre é a opção mais eficaz.

E finalmente, a Google parece ter constatado o óbvio, prometendo uma nova aposta nos tablets com a criação de uma nova equipa dedicada especificamente a esse formato.
Não será propriamente surpresa, tendo em conta que na apresentação do Android 12 a Google revelou também que iria lançar um Android 12L dedicado aos tablets.

Chega tarde, mas é essencial. A Google parece ter percebido o potencial dos tablets como eventuais substitutos dos "computadores tradicionais", sendo apenas uma questão das apps e do sistema irem evoluindo. Apenas se estranha porque motivo demorou tanto tempo a percebê-lo - tendo em conta que usou uma táctica idêntica para a promoção dos Chromebooks, que têm feito grande sucesso nos últimos anos no sector da educação.

Resta esperar que, tratando-se de equipamentos que tradicionalmente são mantidos por mais tempo, esta aposta nos tablets seja acompanhada por uma política de actualizações que se prolongue para lá dos 3 anos e até mesmo dos 5 anos prometidos mais recentemente.

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