2022/02/02

Quem é dono das propriedades em realidade aumentada?

E se um desconhecido comprasse a vossa casa e a revendesse... mas num mundo virtual?

Quando a Google lançou o Street View, muitas pessoas não apreciaram de ver as suas casas (e rostos, no caso de terem sido apanhados pelos carros) expostos ao mundo, acabando por obrigar a Google a disponibilizar opções para as esconder (rostos e matrículas sendo escondidos automaticamente). Mas, com a iminente chegada de óculos de realidade aumentada para as massas, esse problema multiplica-se pelas inúmeras realidades alternativas que se forem criando.

Actualmente, jogos como o Upland já permitem que pessoas comprem e vendam propriedades "reais" mas em versão "virtual", com o jogo a usar como base o mundo real. Mas facilmente se pode imaginar como as coisas rapidamente podem ficar fora de controlo.
No passado já assistimos a edições feitas no Google Maps, criando desenhos ou mensagens impróprias. Numa app de realidade aumentada, não seria difícil criar um graffiti digital obsceno colocado sobre um determinado local; que passaria totalmente despercebido a não ser às pessoas que usassem determinada app.

Numa app tradicional, seria uma questão de se exigir que o responsável pela app permitisse uma forma de remover esses conteúdos, tal como acontece no Google Maps; mas com a aposta nas plataformas descentralizadas e blockchain, isso é algo que no futuro poderá ficar fora do controlo de qualquer developer ou entidade. Veremos como as coisas correm, se um destes dias alguém anunciar que comprou a Casa Branca e a quer vender por alguns milhões de dólares... em versão virtual, claro.

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