2022/05/07

Rússia perde acesso aos ARM

A Rússia sofre novas sanções, agora deixando de ter acesso à arquitectura ARM para criar os seus próprios chips.

O Reino Unido adicionou mais algumas dezenas de empresas russas à lista de sanções, e que incluem os dois maiores produtores de chips: a Baikal Electronics e MCST (Moscow Center of SPARC Technologies), que ficam impedidas de utilizar a popular arquitectura ARM.

As duas empresas têm-se posicionado como alternativas aos chips de empresas ocidentais, apesar do seu desempenho e eficiência estar bastante distante do que se espera de chips modernos. Actualmente, os melhores chips que estas empresas oferecem são os:
  • Baikal BE-M1000 (28nm) de 35 W, com 8x ARM Cortex A57 a 1.5 GHz e GPU ARM Mali-T628 GPU a 750 MHz.
  • Baikal BE-S1000 (16nm) de 120 W com 48x ARM cores a 2.0 GHz.
  • MCST Elbrus-8C (28nm) de 70 W com 8-cores a 1.3 GHz.
  • MCST Elbrus-16S (28nm) de 16-cores a 2.0 GHz e capaz de 1.5 TFLOP (um décimo de uma Xbox Series X).
Apesar do bloqueio, há sempre a possibilidade da Rússia ignorar as sanções e pedir às empresas para continuarem a trabalhar em novos chips usando a informação que já têm; mas se o fizerem continuarão a ficar bloqueados pelo facto das empresas que produzem os chips, como a TSMC e Samsung, terem que cumprir as sanções da ARM e não poderiam avançar com a produção. A solução seria a Rússia produzir os chips, mas actualmente só tem capacidade para produzir chips com tecnologia de 90 nm quando, cá fora, os últimos chips já utilizam tecnologia de 5 nm e estão a caminho dos 3 nm.

Mesmo com os investimentos que a Rússia fez para novas fábricas de produção de chips, as estimativas são a de que em 2030 ainda só possa fazer chips de 28 nm.

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