2026/01/30

A hipnótica dança da desfragmentação dos discos rígidos

Desconhecido das novas gerações, o ritual de desfragmentar os discos era rotina habitual nos computadores das décadas passadas.

Hoje em dia a maioria das pessoas trata os computadores como máquinas que simplesmente "funcionam", sem se preocuparem com os detalhes do seu funcionamento interno. Mas, noutros tempos - e entre aqueles que sentem curiosidade em saber como as coisas funcionam em detalhe - havia certos rituais curiosos, e um deles era o processo de desfragmentação dos discos rígidos.

Ao contrário dos SSDs que agora se tornaram comuns, nos discos rígidos os dados ficam fisicamente gravados em determinadas localizações de pratos magnéticos rotativos. Isso faz com que, para o máximo desempenho, é conveniente ter esses dados gravados sequencialmente numa sequência ininterrupta, de modo a que possa ser lido de forma contínua - em oposição a ter o ficheiro fragmentado, com partes espalhadas por todo o disco, fazendo com que as cabeças de leitura tenham que andar a saltar de um lado para o outro.

Embora a maioria dos sistemas de ficheiros faça os possíveis por manter os ficheiros sem essa fragmentação, inevitavelmente, com o uso normal do dia a dia, criando, editando, e apagando ficheiros, essa fragmentação acaba por ocorrer. E, para resolver esse problema, tínhamos as ferramentas de desfragmentação (defrag).



Estes desfragmentadores tinham um funcionamento quase hipnótico, já que visualizavam o processo de ver os blocos dos ficheiros serem reorganizados de forma a que ficassem novamente num bloco contínuo - num processo que tanto podia demorar alguns minutos, como podia arrastar-se por longas horas, no caso de discos de maiores dimensões com muitos ficheiros fragmentados.

Com o passar dos anos, começaram a surgir desfragmentadores mais eficientes e inteligentes, que sabiam optimizar o movimento dos ficheiros para criarem espaço livre para os ficheiros maiores, deixando espaço livre nos ficheiros que eram editados com maior frequência, e até colocando ficheiros do sistema nas pistas mais rápidas dos discos!

Hoje em dia será raro ter que mexer manualmente num desfragmentador - até porque nos SSDs esse problema não se coloca - mas continua a estar disponível um analisador e desfragmentador de discos no Windows 10/11.
Se quiserem, podem pesquisar por "Defrag" no Windows, e darão com o programa, que indicará o estado actual dos discos (é feita uma análise semanal do estado dos discos), e permitirá fazer uma desfragmentação manual se assim desejarem.

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