Depois de vender milhares de unidades por mês, o mais poderoso SU7 Ultra da Xiaomi parece ter perdido o interesse junto dos consumidores chineses.
As vendas do ultra-desportivo Xiaomi SU7 Ultra caíram a pique nos últimos meses de 2025, com a Xiaomi a vender apenas 45 unidades em Dezembro, depois de vários meses a vender mais de 2.000 unidades por mês. Trata-se de uma quebra abrupta para um automóvel que tinha conquistado enorme atenção graças às suas prestações extremas e recordes em pista.
Com mais de 1.500 cavalos e velocidade máxima acima dos 340 km/h, o Ultra sempre foi um modelo que desde logo teria um público alvo bastante específico, mesmo tendo em conta o seu preço "pechincha" de cerca de 70 mil euros (na China). O interesse foi tal que até circularam rumores de que a Ferrari comprou um exemplar para comparação com o seu primeiro eléctrico. No entanto, o modelo não ficou livre de polémicas.
Os primeiros clientes ficaram indignados ao descobrir que o carro chegava com potência limitada por software (coisa que a Xiaomi acabou por desbloquear após as críticas públicas), assim como os supostos elementos aerodinâmicos, que afinal tinham apenas efeito visual e não funcional. Um acidente mortal em que as portas electrónicas terão deixado de funcionar após uma colisão também terá certamente afectado os potenciais futuros compradores.
Ainda assim, a Xiaomi não deverá estar muito preocupada. O SU7 destronou o Model 3 da Tesla na China, e foi recentemente alvo de uma actualização para 2026 - algo que também pode ajudar a explicar a quebra das vendas do Ultra, com os potenciais clientes a preferirem aguardar mais um pouco por um Ultra igualmente actualizado.
Até lá, e enquanto o SU7 (e YU7) não chegam à Europa, há sempre a possibilidade de experimentarmos virtualmente o SU7 Ultra no Gran Turismo 7.
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