2026/02/04

WD prepara discos de 100TB para 2029

A Western Digital revelou os seus planos de melhoria dos discos rígidos para os próximos anos, com maiores capacidades e melhor desempenho.

Apesar da popularidade dos SSDs, os discos rígidos continuam a ser indispensáveis para quem quer manter grandes quantidades de dados a preços mais acessíveis, e a Western Digital tem boas notícias. Ainda este ano a WD vai lançar novo disco de 40 TB com tecnologia ePMR, e que espera lançar discos de 100 TB em 2029. A estratégia passa por combinar a tecnologia atual ePMR com futuras unidades baseadas em HAMR (tecnologia que usa lasers para aquecer áreas do disco e permitir maior densidade de gravação de dados).

A empresa confirmou que vai prolongar o uso do ePMR até aos 60 TB, o que significa que discos ePMR e HAMR vão coexistir durante vários anos e não haverá uma transição abrupta de tecnologias. Os discos HAMR continuam previstos para produção em massa em 2027, embora a empresa ainda não tenha revelado a capacidade exata dos primeiros modelos.
Mas, para tornar os discos mais apelativos face aos SSDs, a WD tem também outros trunfos na manga. 

A primeira grande novidade chama-se High Bandwidth Drive Technology, que permite leituras e escritas simultâneas a partir de várias cabeças e pistas. Esta abordagem duplica a largura de banda de I/O e tem potencial para atingir até oito vezes o desempenho no futuro. Segundo a Western Digital, estes discos já estão a ser enviados para clientes para validação. Isto faz com que, já numa primeira fase, as transferências de 270 MB/s passem para 550 MB/s, valor bastante mais simpático - no futuro podendo superar 1GB/s..

A segunda inovação é a Dual Pivot Technology, que adiciona um segundo actuador independente num eixo separado. Ao contrário de soluções antigas, este novo sistema não obriga a reduzir a capacidade do disco. Em conjunto com a nova tecnologia de largura de banda, permite um ganho total de 4x em I/O e facilita a integração de mais pratos no mesmo corpo, abrindo caminho a HDDs de 100 TB com velocidades próximas dos SSDs QLC SATA, mas com melhor custo por gigabyte.

Por fim, além do desempenho, a empresa está também a desenvolver HDDs optimizados para consumo energético, pensados para o chamado "cold storage". Estes discos consomem cerca de 20% menos energia mas mantêm tempos de acesso quase imediatos. Destinam-se a preencher o espaço entre a fita magnética e os HDDs tradicionais em centros de dados.

Veremos se alguma destas tecnologias chegará a discos rígidos destinados ao público, ou se se manterão exclusivos para clientes empresariais.

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