Alguns dos filmes registados pelos irmãos Lumière foram convertidos para 4K e mostram-nos o mundo como era no final do século XIX.
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2024/03/10
2020/01/02
Relembra o que fazias há 10 anos no Google
Sabes o que estavas a fazer e o que te interessava há dez anos atrás? Com a ajuda da Google é algo que se pode descobrir com alguns cliques, sendo simultaneamente nostálgico e aterrador.
2012/12/26
O Futuro Imaginado há 100 Anos Atrás
Ainda me recordo de nos meus tempos de criança imaginar como seria o mundo algumas décadas no futuro, na mítica - e na altura ainda distante - passagem de século no ano 2000. Embora já não possa dizer com precisão quais eram as minhas previsões (eu já me dava por feliz ao imaginar que um dia seria possível ter um "Atlas" interactivo que permitisse ver qualquer ponto na terra com zoom em detalhes... algo que agora já ninguém dá valor, com coisas como Google Earth e tal; e pela possibilidade de um dia poder ter um aparelho no bolso que desse para falar com os amigos, e saber por onde eles andavam - também já concretizado), não deixa de ser interessante recuar um pouco mais no tempo e espreitar como, há 100 anos atrás, se imaginava como o mundo iria ser hoje no The Ladies' Home Jounal:
Já na altura se imaginavam coisas como o abandono de algumas letras mudas - será preciso relembrar o nosso (des)acordo ortigráfico? - e, erradamente, que o inglês seria a lingua mais falada no planeta, seguida do russo (o inglês está em 3º atrás do mandarim e espanhol; e o russo em 8º atrás até do português, que é 6º).
Imaginavam-se também casas sem chaminés, pois o ar quente e frio seria fornecido através de canalização. Bem, as chaminés permanecem, mas temos o aquecimento central e ar-condicionado. E nas refeições, previa-se que seriam todas "prontas a comer", fornecidas directamente para as casas, via tubos pneumáticos (que também serviriam para entregar outras compras) ou entregues através de automóveis - vender comidas "expostas ao ar" seria considerado ilegal. Previa-se igualmente o fim das moscas e mosquitos, e que os animais selvagens apenas existiriam em reservas - também extintos estariam os ratos.
Nas cidades, o trânsito seria feito por túneis ou em carris elevados. Sonhava-se com comboios a viajar a mais de 240km/h; veículos aéreos; e que os automóveis se tornariam mais populares e baratos que os cavalos, e que se iriam ter carros de polícia, ambulâncias, carros para limpar as estradas, etc. Mas, imaginava-se já que as cidades iriam ter ginásios para promover a boa forma física: quem não fosse capaz de caminhar 15km seria considerar 2fraco".
A nível energético, embora referissem que as reservas de carvão durariam até ao ano 2100, previa-se o aproveitamento dos recursos hídricos para gerar energia. E, sonhava-se também com a possibilidade de enviar fotografias, a cores, por telefone. Telefones esses que se espalhariam pelo mundo e até viriam a ter versões... sem fios!
Mas, também teriamos sistemas que permitiriam ver imagens de qualquer parte do mundo, câmaras que permitiram às consultar um médico a centenas de quilometros de distância. As óperas seriam transmitidas via telefone para casa das pessoas. A educação seria gratuita, com transporte, refeições, e até viagens a outros países nas férias para os alunos mais pobres.
Os produtos alimentares passariam a ser cultivados independentemente das estações do ano, com o aquecimento e luminosidade a ser controlado artificialmente; e até a modificação das plantas e flores, criando rosas negras, azuis e verdes.
Algumas estão no ponto, outras estão aproximadas, e outras agora parecerão completamente ridículas. Como poderia alguém naquela altura imaginar que hoje em dia seria possível ter um pequeno aparelho no bolso com acesso imediato a praticamente qualquer informação, música, vídeo, existente à face da terra? Será que isso faria sentido para alguém há 100 anos atrás?
E de igual forma, quantas das nossas previsões futuristas feitas hoje para daqui a 100 anos estarão igualmente "completamente ao lado" do que o futuro nos reserva?
2011/12/30
Ganha um Sapo A5 - Dia 5
Estamos no penúltimo dia do ano... e também no penúltimo passo que te separa de um possível Sapo A5 que te poderá mostrar os prazeres dos Android e dos smartphones em 2012.
Conforme prometido, as perguntas vão começar a ficar mais complicadas e a dar mais trabalho. Está na altura de separar os verdadeiros interessados em ganhar este Sapo A5 de todos aqueles que participam por "participar".
Agora é que vou ver quantos é que vão começar a fraquejar... ou não! :)
Conforme prometido, as perguntas vão começar a ficar mais complicadas e a dar mais trabalho. Está na altura de separar os verdadeiros interessados em ganhar este Sapo A5 de todos aqueles que participam por "participar".
Agora é que vou ver quantos é que vão começar a fraquejar... ou não! :)
2009/05/24
Sinais dos Tempos
Vivemos numa época instantânea.
Numa altura em que tanto se fala sobre a legitimidade de descarregar conteúdos da Internet, da pirataria, dos direitos de autor, dei por mim a voltar ao passado... recordando-me como as coisas eram no século passado, na minha infância e adolescência ainda bem presentes na memória.
Antes de poder sequer sonhar com a ideia de que - qualquer dia - a hipótese de ter um computador em casa se tornaria possível, a minha ideia de tecnologia era o computador que existia onde o meu pai trabalhava.
Lembro-me de aquilo lá ter sido instalado com pompa e circunstância, com o seu monitor CRT de fósforo verde, a impressora matricial barulhenta a debitar papel perfurado, e as suas disquetes de 8". Oh oh! O tempo que eu passava a olhar para o "engenheiro" que lá teclava, a ver o cursos piscante saltitar de lado para lado...
Era muita tecnologia... e pior que tudo: completamente inacessível e indecifrável.
Já muito feliz ficava eu quando me davam uma ou outra impressão ASCII feita no papel contínuo, que pendurava orgulhosamente no meu quarto como se fosse a mais valiosa obra de arte.
Embora a TV já tivesse alguns programas interessantes, maravilha-me com as séries que os meus primos mais velhos me descreviam e que já não passavam na TV - séries com agentes secretos, séries de ficção - que acumulava com as séries que o meu pai me contava ver quando ia ao estrangeiro. Tudo coisas com as quais podia apenas imaginar. Imaginar que talvez - algum dia - pudessem passar novamente na TV, para que eu as pudesse ver.
Outro dos pontos altos eram as idas ao cinema. Tchii... que raio de vício me meteram logo desde chavalo.
Hoje atiram uma PSP ou Nintendo DS para as mãos de um puto, naquela altura o meu pai dava-me 50$00 para eu ir a um qualquer cinema cinema na baixa portuense. Caminhar não era problema, e tinha ali perto os Lumiére, o Trindade, Coliseu, Batalha, S.João, Águia D'Ouro, Passos Manuel, etc.
Via-se o que estreava, e as estreias dos filmes aguardados causavam enormes filas nas bilheteiras...
Mas, para isto não descambar num artigo cinematográfico que devia ir para o Um Dia Fui ao Cinema, o importante é que novamente me falavam de filmes que já tinham passado anteriormente... e com os quais eu sonhava algum dia poder ver.
Mais concretamente, lembro-me perfeitamente de ver o Star Wars: The Empire Strikes Back, e de ficar bastante triste quando me disseram que este era a continuação de um anterior... que só poderia ver caso algum cinema se lembrasse de o passar novamente.
De vez em quando isso lá acontecia... foi assim que pude ver o 2001: Odisseia no Espaço no cinema Foco, com apenas duas ou três pessoas a assistir. Mas na grande maioria... ou se via um filme na altura, ou então... nunca mais.
Tudo isso mudou com o surgimento dos leitores VHS e dos vídeo-clubes. De um momento para o outro, podiamos ver os filmes que queriamos, sem estarmos dependentes dos cinemas nem dos (dois) canais de televisão. Foi uma revolução!
Finalmente pude ver e rever filmes que guardava na minha lista de títulos acumulados durante os anos, que os meus amigos me diziam "tens que ver!"
Os novos lançamentos eram ansiosamente reservados com semanas de antecedência nos vídeoclubes... e, dependendo do nível de confiança que se tinha com os donos ou empregados, por vezes lá os convencíamos a encomendar alguns filmes menos conhecidos.
Para quem tinha família no estrangeiro, tornou-se também possível passar a receber algumas "prendas"... foi assim que fiquei a conhecer o Knight Rider, e ver os Tranformers (animação) anos antes de passarem na TV nacional.
O mesmo acontecia também para a música... com a procura de certos albuns menos conhecidos a obrigarem ao conhecimento de certas lojas e pessoas, capazes de os encontrar e encomendar.
Claro que... tudo isso demorava tempo: dias, semanas, meses...
Voltemos à parte instantânea que escrevi na primeira frase.
Hoje em dia, tudo isso - filmes, música, livros, etc. - estão imediatamente acessíveis a qualquer pessoa com um computador. Quer por vias legais, com lojas tipo iTunes e outras, quer por vias ilegais.
Muitas vezes, mesmo que se queira pagar pelos conteúdos, estes não estão disponíveis: ou porque não estamos numa zona geográfica "correcta", ou porque o conteúdo que nos querem vender vem envenenado com DRM que o tornará inútil mais cedo ou mais tarde.
Daí que, na maior parte das vezes, a causa da pirataria que tanto se fala, acaba por ser unicamente... a não existência de outra alternativa.
Arranje-se forma de fornecer os conteúdos que os consumidores querem, *como* e *quando* eles quiserem... e o problema será drasticamente minimizado. Aproveite-se também para, de uma vez por todas, actualizar as partes das receitas que vão efectivamente para quem merece - como se justifica que um autor receba menos de 10% do lucro da sua criação, ficando a parte de leão para as editoras e distribuidoras?
Se já pagamos taxas em CDs e DVDs virgens, taxas de TV mesmo que já paguemos TV por cabo, e outras tantas "taxas" que nem sabemos existir... talvez seja por isso que os próprios ISPs façam publicidade para que usemos a internet para descarregar músicas, jogos e filmes.
Parece-me que a tecnologia muda, mas as coisas permanecem na mesma... enquanto houver a ganhar milhões à custa da exploração de outros, está sempre tudo bem. Quando se fala em mudança... é sempre o "fim do mundo."
Pela primeira vez, parece que assistimos à mudança que permitirá aos artistas e criadores finalmente tomarem controlo sobre a forma como as suas obras são usadas e vendidas, sem necessitarem pagar uma taxa de 90% a alguém que diz representar os seus interesses.
Certo que haverá sempre pessoas que vão piratar e usufruir sem pagar - isso é algo que não adianta perseguir; podendo até argumentar-se que, atingindo uma maior audiência, poderá até funcionar como publicidade extra, que permite que o seu trabalho chegue a mais pessoas... pessoas dispostas a pagar.
O ponto fulcral em que se deviam concentrar é: arranajr forma de disponibilizar os seus produtos de forma rápida e de fácil acesso, de preferência a um preço justo.
(Se actualmente dos 25 euros que pagamos apenas 10% vão para quem o criou, o artista poderia vender o mesmo produto a um preço efectivo de 5 euros, que teria ainda assim um lucro 100% superior ao que tem actualmente - sem contar com o aumento exponencial do número de vendas.)
Numa altura em que tanto se fala sobre a legitimidade de descarregar conteúdos da Internet, da pirataria, dos direitos de autor, dei por mim a voltar ao passado... recordando-me como as coisas eram no século passado, na minha infância e adolescência ainda bem presentes na memória.
Antes de poder sequer sonhar com a ideia de que - qualquer dia - a hipótese de ter um computador em casa se tornaria possível, a minha ideia de tecnologia era o computador que existia onde o meu pai trabalhava.
Lembro-me de aquilo lá ter sido instalado com pompa e circunstância, com o seu monitor CRT de fósforo verde, a impressora matricial barulhenta a debitar papel perfurado, e as suas disquetes de 8". Oh oh! O tempo que eu passava a olhar para o "engenheiro" que lá teclava, a ver o cursos piscante saltitar de lado para lado...
Era muita tecnologia... e pior que tudo: completamente inacessível e indecifrável.
Já muito feliz ficava eu quando me davam uma ou outra impressão ASCII feita no papel contínuo, que pendurava orgulhosamente no meu quarto como se fosse a mais valiosa obra de arte.
Embora a TV já tivesse alguns programas interessantes, maravilha-me com as séries que os meus primos mais velhos me descreviam e que já não passavam na TV - séries com agentes secretos, séries de ficção - que acumulava com as séries que o meu pai me contava ver quando ia ao estrangeiro. Tudo coisas com as quais podia apenas imaginar. Imaginar que talvez - algum dia - pudessem passar novamente na TV, para que eu as pudesse ver.
Outro dos pontos altos eram as idas ao cinema. Tchii... que raio de vício me meteram logo desde chavalo.
Hoje atiram uma PSP ou Nintendo DS para as mãos de um puto, naquela altura o meu pai dava-me 50$00 para eu ir a um qualquer cinema cinema na baixa portuense. Caminhar não era problema, e tinha ali perto os Lumiére, o Trindade, Coliseu, Batalha, S.João, Águia D'Ouro, Passos Manuel, etc.
Via-se o que estreava, e as estreias dos filmes aguardados causavam enormes filas nas bilheteiras...
Mas, para isto não descambar num artigo cinematográfico que devia ir para o Um Dia Fui ao Cinema, o importante é que novamente me falavam de filmes que já tinham passado anteriormente... e com os quais eu sonhava algum dia poder ver.
Mais concretamente, lembro-me perfeitamente de ver o Star Wars: The Empire Strikes Back, e de ficar bastante triste quando me disseram que este era a continuação de um anterior... que só poderia ver caso algum cinema se lembrasse de o passar novamente.
De vez em quando isso lá acontecia... foi assim que pude ver o 2001: Odisseia no Espaço no cinema Foco, com apenas duas ou três pessoas a assistir. Mas na grande maioria... ou se via um filme na altura, ou então... nunca mais.
Finalmente pude ver e rever filmes que guardava na minha lista de títulos acumulados durante os anos, que os meus amigos me diziam "tens que ver!"
Os novos lançamentos eram ansiosamente reservados com semanas de antecedência nos vídeoclubes... e, dependendo do nível de confiança que se tinha com os donos ou empregados, por vezes lá os convencíamos a encomendar alguns filmes menos conhecidos.
Para quem tinha família no estrangeiro, tornou-se também possível passar a receber algumas "prendas"... foi assim que fiquei a conhecer o Knight Rider, e ver os Tranformers (animação) anos antes de passarem na TV nacional.
O mesmo acontecia também para a música... com a procura de certos albuns menos conhecidos a obrigarem ao conhecimento de certas lojas e pessoas, capazes de os encontrar e encomendar.
Claro que... tudo isso demorava tempo: dias, semanas, meses...
Voltemos à parte instantânea que escrevi na primeira frase.
Hoje em dia, tudo isso - filmes, música, livros, etc. - estão imediatamente acessíveis a qualquer pessoa com um computador. Quer por vias legais, com lojas tipo iTunes e outras, quer por vias ilegais.
Muitas vezes, mesmo que se queira pagar pelos conteúdos, estes não estão disponíveis: ou porque não estamos numa zona geográfica "correcta", ou porque o conteúdo que nos querem vender vem envenenado com DRM que o tornará inútil mais cedo ou mais tarde.
Daí que, na maior parte das vezes, a causa da pirataria que tanto se fala, acaba por ser unicamente... a não existência de outra alternativa.
Arranje-se forma de fornecer os conteúdos que os consumidores querem, *como* e *quando* eles quiserem... e o problema será drasticamente minimizado. Aproveite-se também para, de uma vez por todas, actualizar as partes das receitas que vão efectivamente para quem merece - como se justifica que um autor receba menos de 10% do lucro da sua criação, ficando a parte de leão para as editoras e distribuidoras?
Se já pagamos taxas em CDs e DVDs virgens, taxas de TV mesmo que já paguemos TV por cabo, e outras tantas "taxas" que nem sabemos existir... talvez seja por isso que os próprios ISPs façam publicidade para que usemos a internet para descarregar músicas, jogos e filmes.
Parece-me que a tecnologia muda, mas as coisas permanecem na mesma... enquanto houver a ganhar milhões à custa da exploração de outros, está sempre tudo bem. Quando se fala em mudança... é sempre o "fim do mundo."
Pela primeira vez, parece que assistimos à mudança que permitirá aos artistas e criadores finalmente tomarem controlo sobre a forma como as suas obras são usadas e vendidas, sem necessitarem pagar uma taxa de 90% a alguém que diz representar os seus interesses.
Certo que haverá sempre pessoas que vão piratar e usufruir sem pagar - isso é algo que não adianta perseguir; podendo até argumentar-se que, atingindo uma maior audiência, poderá até funcionar como publicidade extra, que permite que o seu trabalho chegue a mais pessoas... pessoas dispostas a pagar.
O ponto fulcral em que se deviam concentrar é: arranajr forma de disponibilizar os seus produtos de forma rápida e de fácil acesso, de preferência a um preço justo.
(Se actualmente dos 25 euros que pagamos apenas 10% vão para quem o criou, o artista poderia vender o mesmo produto a um preço efectivo de 5 euros, que teria ainda assim um lucro 100% superior ao que tem actualmente - sem contar com o aumento exponencial do número de vendas.)
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