2015/03/24

GreenStone é um beacon repetidor para o FireChat


Lembram-se do Firechat, a app de mensagens que não necessita de planos de dados nem de ligação à internet para funcionar? Os seus criadores querem expandir o seu alcance - literalmente - e andam a fazer testes com um curioso dispositivo a que chamam GreenStone.

A app Firechat chamou as atenções por não depender de qualquer ligação à rede para funcionar, ligando os dispositivos directamente entre si, usando Bluetooth ou WiFi, criando uma rede mesh onde cada dispositivo serve como repetidor, e assim possibilitando enviar mensagens mesmo entre pessoas que não estejam directamente ligadas. Uma das suas grandes vantagens é a de poder funcionar mesmo em locais onde não haja "rede"; para não falar de que assim se pode dispensar o recurso a um plano de dados.

Mas esta vantagem é também a sua fragilidade: se não houver um número suficiente de dispositivos para permitir uma rede mesh abrangente, o seu interesse reduz-se drasticamente, e é precisamente por isso que os seus criadores estão a trabalhar neste GreenStone.

O GreenStone é um pequeno beacon que serve como repetidor/extensor de uma rede mesh, permitindo ampliar o seu alcance mesmo quando não há dispositivos por perto que cumpram essa função. Para além disso, pode também armazenar as 1000 últimas mensagens, o que faz com que sirva como um repositório local do que ali foi dito. Não é difícil imaginar uma situação que, em caso de uma qualquer calamidade que interrompesse o serviço regular de comunicações, se pudesse espalhar por uma área um conjunto destes beacons, como forma de possibilitar comunicações de forma imediata e com um custo reduzido.

Infelizmente, por agora isto parece não passar de um projecto experimental sem qualquer previsão de poder vir a chegar ao mercado - mas, sem dúvida que nos faz pensar com sistemas de rede mesh que no futuro nos permitam estar ligados ao mundo sem estar dependentes de contas mensais dos serviços tradicionais. O Google está a explorar isso nos céus com os seus balões; será uma questão de tempo até que chegue ao solo em tecnologia para o utilizador final (pois a nível de infraestruturas, já temos quem esteja a por isso em acção com bons resultados.)

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