2018/04/08

Lockheed Martin recebe $248M da NASA para criar avião supersónico silencioso


As novas gerações que se interessem pela aeronáutica poderão ter dificuldade em perceber porque motivo era possível viajar mais rápido pelo mundo - a bordo do Concorde - no século passado do que actualmente; mas há quem esteja a tratar disso.

Actualmente não temos aviões supersónicos para uso comercial pelo simples motivo que existe todo um conjunto de restrições em termos ambientais que complicam imensamente a sua exploração, a começar pelo facto de ser proibido que voem sobre o solo - o que automaticamente limita a sua utilização a voos intercontinentais sobre o oceano. O motivo que levou a essa proibição era o barulho gerado.... e é algo que há muito que tem tentado ser resolvido.

A Lockheed Martin acaba de receber um contrato da NASA no valor de 248 milhões de dólares, para produzir um único avião supersónico experimental que seja bastante mais silencioso do que o Concorde. O objectivo é conseguir que este avião produza apenas 75dB de ruído no solo quando está a voar a velocidades supersónicas a mais de 16 mil metros de altitude (barulho de nível equivalente ao do barulho de uma rua movimentada) e que seria menos de metade que os 90dB produzidos pelo Concorde (nível sonoro de um corta-relvas, e que já entra nos limites que começam a ser "perigosos" para a audição).

A ideia é que em 2021 já se possa ter um protótipo (unicamente para um piloto) que possa validar a tecnologia utilizada, começando a complicada e demorada batalha para remover as limitações dos voos supersónivos sobre o solo, e que eventualmente poderia levar ao regresso dos aviões comerciais supersónicos aos céus



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