2018/09/03

Chrome faz 10 anos

Custa imaginar o quanto pode mudar numa década, mas é mesmo verdade: o browser mais popular da actualidade está a celebrar o seu 10º aniversário, e indirectamente a fazer-nos pensar em como era a vida em 2008.

Em 2008, o mundo dividia-se entre aqueles que iam utilizando o Internet Explorer - nos tempos das aberrações das páginas web "made for IE" - e aqueles recorriam ao Firefox, com a sua imensa versatilidade à conta dos add-ons, ou outros browsers. Na altura parecia impossível que um pequeno browser, mesmo sendo lançado pela Google, pudesse vir a por em causa o domínio do Internet Explorer, mas o que é certo é que ano após ano, o Chrome lá foi conquistando mercado... sendo a história que todos conhecem.

Para isso muito contribuiu, nos seus tempos iniciais, o facto de ser um browser com um interface minimalista que se focava em mostrar apenas o que era importante, as páginas web. Até os campos de texto tradicionalmente dedicados a introduzir um URL, e outro para fazer as pesquisas, tinham sido combinando numa única "omnibox" que cumpria ambas as funções. Isso, e ser um browser rápido e eficiente.



Dez anos mais tarde, o Chrome é o browser mais utilizado nos desktops e sistemas mobile, deu origem ao Chrome OS... e infelizmente também vai perdendo a eficiência pelo qual era conhecido. O Chrome é agora sinónimo de um browser bastante gastador de memória e que é capaz de esquentar qualquer portátil (especialmente os MacBooks). E embora vá recebendo actualizações regulares, tem sido incapaz de se modernizar da mesma forma que, por exemplo, o Firefox, que na sua versão actual é bastante mais fluido, rápido, e poupado em recursos que o Chrome.

Também não ajuda que a Google vá restringindo alguns serviços que funcionam apenas no Chrome, fazendo temer que se esteja a assistir ao repetir da História que se teve com o IE, e por vezes nem sequer em todos os Chromes mas apenas num Chrome para uma plataforma específica. (O facto de nem sequer se dignar a facilitar a utilização de um ad-blocker no Chrome para Android também não deixa de contribuir para a suspeita dos reais interesses da Google se sobreporem aos interesses dos utilizadores.)

Veremos como o mundo evolui nos próximos 10 anos... E se não estaremos a falar de alguns dos actuais gigantes tecnológicos da mesma forma que falamos da (antiga) Nokia...

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