2018/09/28

Xioami está a bloquear troca de regiões nos smartphones


A Xiaomi fartou-se de ver vendedores a trazerem para o ocidente smartphones destinados para o mercado chinês com a ROM alterada para a versão global, e está agora a dificultar a tarefa, podendo resultado num smartphone bloqueado para quem tentar gravar um firmware de uma região diferente da que era suposto.

A Xiaomi produz alguns dos smartphones mais desejados no mercado. Embora a empresa esteja a fazer esforços para fazer chegar os seus produtos ao ocidente de forma oficial, são ainda muitos os modelos que continuam a não estar disponíveis por cá, ou cujo preço faz com que continue a ser mais apetecível optar pelas versões vendidas por lojas na China. Muitas destas lojas pegam nos modelos produzidos para o mercado chinês, e simplesmente alteram o firmware para a versão "Global", de modo a torná-lo adequado para a clientela ocidental; mas a partir de agora isso será mais complicado.

A Xiaomi está a bloquear activamente a gravação de ROMs de regiões diferentes em mais de 20 modelos populares.


Quem o tentar fazer irá ficar com o smartphone bloqueado numa mensagem de erro ao tentar arrancar o smartphone; situação que só poderá ser resolvida com uma regravação com o firmware correcto via EDL - que só está disponível para contas Mi autorizadas.

Os modelos afectados são:
  • Xiaomi Mi 6X (“wayne”)
  • Xiaomi Mi 8 (“dipper”)
  • Xiaomi Mi 8 EE (“ursa”)
  • Xiaomi Mi 8 SE (“sirius”)
  • Xiaomi Mi 8 Lite (“platina”)
  • Xiaomi Mi 8 Pro (“equuleus”)
  • Xiaomi Mi Max 3 (“nitrogen”)
  • Xiaomi Mi Mix 2S (“polaris”)
  • Xiaomi Mi Pad 4/Mi Pad 4 Plus (“clover”)
  • Xiaomi Poco F1/Pocophone F1 (“beryllium”)
  • Xiaomi Redmi Note 5A (“ugg”)
  • Xiaomi Redmi Y1 Lite (“ugglite”)
  • Xiaomi Redmi Y2/Redmi S2 (“ysl”)
  • Xiaomi Redmi 5 (“rosy”)
  • Xiaomi Redmi 5A (“riva”)
  • Xiaomi Redmi 6 (“cereus”)
  • Xiaomi Redmi 6A (“cactus”)
  • Xiaomi Redmi 6 Pro (“sakura” and “sakura_india”)
  • Xiaomi Redmi Note 5/Redmi 5 Plus (“vince”)
  • Xiaomi Redmi Note 5 Pro/Redmi Note 5 AI (“whyred”)
  • Xiaomi Redmi Note 6 Pro (“tulip”)

Este alerta refere-se aos smartphones com bootloaders bloqueados; sendo que quem tiver o bootloader desbloqueado (um processo que a Xiaomi também "abrandou", podendo agora demorar um mês ou mais para que seja acedido) poderá continuar a gravar uma ROM de outra região, desde que não volte a bloquear o bootloader. Pois se o fizer, ficará sujeito a enfrentar a mensagem de erro e ficar com o smartphone inutilizado até uma gravação via EDL.


Embora seja compreensível que a Xiaomi queira combater o mercado paralelo, é pena vê-los a recorrer a estas tácticas que apenas irão penalizar os utilizadores cujo único desejo é terem um smartphone Xiaomi a um preço idêntico ao que eles praticam na China.

12 comentários:

  1. isso aconteceu já no inicio do ando quando comprei um redmi note 5A rom chinesa e só poderia flashar a rom chinesa sem o desbloqueio do bootloader.
    estive 360h á espera e já há relatos de espera de 720h actualmente.
    na altura pensei que isso era normal. nos principios era 72h e por este andar ainda vão apertar mais o desbloqueio do bootloader.

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  2. Mais um tiro no pé? Primeiro a publicidade agora isto ?!?!

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  3. Não sabia, mas eu só compro versões Globais porque... bem porque são as claramente destinadas ao nosso mercado. Têm a Play Store, as línguas todas e carregador europeu.

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    1. Mas mesmo nas versões globais podes querer ter as versões Beta instaladas (atualizações praticamente semanais)... coloca-se o mesmo problema.

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    2. Eu faço o mesmo e para ser completamente honesto, acho muito bem que a Xiaomi implemente estas medidas. É injusto uma loja comprar equipamentos para o mercado Chinês, flashar ROMs Globais e ganhar mais dinheiro com isso. Se eu vivo na Europa espero um Xiaomi global, com LTE B20, sem malabarismos. Não estou a dizer que não sei dar a volta... Mas sim que não quero.

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    3. João Paulo, nas versões beta não é a mesma coisa. Até te posso dizer que que prefiro a beta global da MIUI 10, do que a estável. Quanto a isso não há restrições. No meu Redmi Note 5 (whyred) mudei logo de inicio da global estável para beta. Por acaso desbloqueei o bootloader para pode flashar TWRP+Magisk.

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  4. A Xiaomi tinha de dar este passo era a sua imagem que estava em causa, o que as lojas online faziam em alguns equipamentos colocando ROMs cheias de problemas de estabilidade, depois não nos podemos esquecer que a Google com o processo de certificação dos equipamentos colocava a Xiaomi numa situação muito difícil com equipamentos que apareciam certificados muito por culpa do bootloader desbloqueado e com ROMs cheias de problemas, acho ao contrário do que aqui foi dito que esta é uma boa medida por parte da Xiaomi e que hipoteticamente dá mais garantidas a quem compra seja em que modalidade for.

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  5. O problema disto nem é o bloqueio ou a maior demora do tempo de desbloqueio, mas a tentativa de passar esta notícia como "recente" e esta implementação já existir quase há 1 ano.... agravou-se é certo com o maior tempo de espera, mas não deixa de ser curioso só se terem apercebido disso agora...

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    1. este assunto já estava a ser falado por cá há 1 ano...
      https://abertoatedemadrugada.com/2017/11/como-actualizar-os-xiaomi-com-xiaomitool.html
      https://abertoatedemadrugada.com/2017/07/xiaomi-mi-6-como-passar-da-rom-chinesa.html
      nesta altura já não era possível mudar roms sem o bootloader desbloqueado.
      Mas que saudades de 72h de espera....

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    2. A diferença é que agora descobriram quais os modelos exactos que estão a bloquear a alteração da região.

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