2018/12/19

Apple viola regras da App Store ao fazer publicidade via notificações


A Apple parece estar bastante excitada quanto a disponibilizar o seu serviço Apple Music através dos Echo da Amazon, ao ponto de violar as suas próprias regras e fazendo publicidade a isso usando notificações.

Para além de ser estranho a Apple dar tanto ênfase a um produto concorrente, e que compete directamente com o seu próprio HomePod, a parte que torna este caso mais caricato é o facto da Apple proibir expressamente a utilização de notificações para estes fins. Segundo as regras definidas para as apps na App Store:

4.5.4 Push Notifications must not be required for the app to function, and should not be used for advertising, promotions, or direct marketing purposes or to send sensitive personal or confidential information. Abuse of these services may result in revocation of your privileges.
Ou seja: as notificações não deverão ser utilizadas para publicidade, promoções ou como forma de marketing directo.


A única coisa que serve para amenizar este caso e evitar que a Apple seja acusada de usar dois pesos e duas medidas, é o facto de que infelizmente não tem levado muito a sério esta regra. Há muitas outras apps que regularmente utilizam as notificações para fazer publicidade e dar a conhecer promoções (a app Mi Home da Xiaomi é um desses casos, e com a agravante que nos manda as promoções em chinês), pelo que a Apple não está propriamente a fazer algo que impeça os outros de fazerem.

Ainda assim... é mais um detalhe a somar a todos os outros, que vão demonstrando que as coisas na Apple já não são o que eram, e que até o respeito que dizem ter pelos seus utilizadores... vai sendo algo "moldável" à situação.

4 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Tcheee!

    Por acaso conheço um doido pelo Alexa. Acreditem que até as luzes da árvore de Natal acendem com o Alexa!
    Sei se que usa o Alexa para escolher as músicas, mas não sei se se subscreve a Apple Music. Se usa era capaz de gostar do aviso.

    Mas não há mesmo mais nada que se possa apontar à Apple? ;-)

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