2018/12/09

Aston Martin vai converter automóveis clássicos para eléctricos


O process de transição para os veículos eléctricos tem preocupado possuidores de carros clássicos, que se arriscam a poder deixar de circular nas estradas públicas devido às emissões poluentes, mas a Aston Martin é uma das primeiras marcas a propor uma solução, convertendo-os para veículos eléctricos.

A Aston Martin desenvolveu um sistema eléctrico que substitui o grupo propulsor de veículos clássicos como o DB6 MkII Volante de 1970 que serviu de exemplo para a primeira conversão, e que vem dar literalmente uma nova vida a esta gama de automóveis.

O processo de conversão visa ser o menos intrusivo possível, encaixando directamente nos apoios de motor e transmissão, o que permite manter o aspecto clássico destes automóveis, que só poderão ser identificados quando estiverem a circular (sem barulho), ou estiverem parados num posto de carregamento.



Embora este processo não vá atrair os coleccionadores que valorizarem o aspecto mecânico destes automóveis, a Aston Martin contrapõe com o facto de se tornar na opção ideal para todos aqueles que querem conduzir regularmente os seus automóveis clássicos dentro das grandes cidades - onde as medidas anti-emissões poluentes impediriam a sua circulação.

Bem, para os coleccionadores que realmente levem a questão a peito, será uma desculpa para ficarem com dois clássicos em vez de um: um para manter original, outro para converter para veículo eléctrico para circular.

1 comentário:

  1. Isto é mesmo muito positivo. Nem imaginam a dor de cabeça que é (do ponto de vista legal / burocrático) tentar convencer as cabecinhas pensadoras das autoridades nacionais quando se tenta converter um automóvel há muito saído de comercialização...
    Com exemplos deste tipo, para além de quem pretender ter a suas viaturas 'oficialmente' convertidas, haverá a possibilidade de argumentar diretamente para com as autoridades informando que determinado modelo tem projeto de conversão feita pelo próprio fabricante, o que, quer se queira, quer não, ajuda tremendamente para convencer aqueles "engenheiros" burocráticos a compreender que a estrutura das viatura não é comprometida do ponto de vista da segurança e estabilidade.
    Isto é sem dúvida alguma uma excelente notícia para os portugueses que pretendam vir a converter as suas viaturas no futuro.
    Só falta mesmo diminuir as taxas (e taxinhas) que somos obrigados a pagar para obter a documentação e poder andar descansados na via pública.

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