2019/01/14

DontKillMyApp revela fabricantes que mais restringem processos em background no Android


Embora o Android ainda nos dê a liberdade de se poder correr qualquer app que se deseje, vários fabricantes aplicam diversas restrições quanto ao tipo de processamento que pode ser feito em "background", e o site DontKillMyApp aponta os dedos aos piores.

Há muito que ficou bem claro que não se se podia confiar cegamente nas apps que se correm no Android. Quer fosse de forma propositada ou por mero descuido por parte de um developer menos atencioso, uma app mal feita podia com facilidade comer recursos de forma contínua, reduzindo drasticamente a autonomia. Por isso mesmo, ao longo do tempo o Android foi começando a aplicar algumas regras para tentar reduzir este tipo de situações, mas alguns fabricantes têm levado isso ao extremo.

É fácil perceber-se a motivação por parte dos fabricantes: em vez de adicionarem baterias de maior capacidade (também mais volumosas e mais pesadas), é bastante mais simples matar todos os processos que pareçam permanecer em funcionamento durante mais tempo do que o necessário, garantindo a máxima autonomia do seu equipamento. Por outro lado, ao serem demasiado exigentes, complica a vida a quem desejar manter em funcionamento de forma permanente.

O site DontKillMyApp.com aponta o dedo aos fabricantes que aplicam restrições mais severas, e onde no topo da tabela encontramos marcas como a Nokia (HMD), OnePlus, Xiaomi e Huawei. O primeiro lugar da Nokia é conseguido devido à regra que tem (nos Android O e P) de matar todos os processos ao fim de 20 minutos após se ter desligado o ecrã, incluindo apps como alarmes e outras que se tenham definido que se queriam manter a funcionar.

Em jeito de advogado do diabo, relembro que não será por acaso que este top é liderado por marcas chinesas (incluindo a Nokia / HMD). A não existência do Google Play na China faz com que por lá existam múltiplas e variadas "app stores", muitas das quais disponibilizando apps de baixa qualidade e que podem ter forte impacto negativo no sistema. Daí, esta "necessidade" de ser mais agressivo na sua restrição.

... Claro que isto não desculpa que as definições feitas pelos utilizadores, de quais as apps que se devem manter em funcionamento, devam ter prioridade!

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