2019/01/28

Ecrã dobrável da Samsung vai custar $180 e dar prejuízo (por agora)


O ano de 2019 vai marcar a entrada oficial na era dos smartphones com ecrãs dobráveis (o Flexpai pode ser considerado uma protótipo acelerado só para dizer que foi o "primeiro") e já há análises sobre o custo que isso representará para a Samsung.

A Samsung está prestes a revelar oficialmente o seu primeiro smartphone com ecrã dobrável Infinity Flex, e há quem já tenha feito as contas para analisar que tipo de impacto esta tecnologia terá no custo de produção dos equipamentos (e consequentemente na facturação das respectivas empresas).

A DSCC estima que o ecrã AMOLED dobrável de 7.3" (2152x1536 pixeis) da Samsung Display terá um custo bastante elevado de $180 por painel. Valor que no entanto se prevê que desça significativamente ao longo dos próximos anos, aproximando-se dos $100 já em 2022.


Para comparação, o ecrã de 6.4" (3120x1440) que será utilizado no Galaxy S10+ tem um custo de $80, e o ecrã utilizado no iPhone XS Max (6.46" - 2688x1242) tem um custo estimado de cerca de $115.

O custo elevado dos ecrãs dobráveis significa que, nesta altura, a Samsung provavelmente vá perder dinheiro, vendendo-os abaixo do custo de fabrico - embora também se tenha que ter em conta que se está a falar de um ecrã da Samsung que será utilizado, por agora, num equipamento também da Samsung. Se bem que, por outro lado, considerando os preços que têm sido atirados para este primeiro smartphone Samsung com ecrã dobrável... acho que haveria margem mais que suficiente para pagar o preço do ecrã por completo.

Continuo a dizer que mais importante que o factor do hardware, será ter software capaz de tirar partido deste formato transformável de ecrã, de forma a que seja efectivamente prático e útil de utilizar no dia a dia. Se assim não for, será apenas uma "curiosidade" para se dizer que tem um ecrã dobrável...

4 comentários:

  1. Mais uma curiosidade para encostar na prateleira? (Ecrans curvos, visualização 3D, proporção 21/9, entre outras tecnologias ditas como "o futuro"...)

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    1. Aqui penso que o potencial útil é superior - nem que seja na vertente de facilitar o transporte de um tablet (dobrando-o ao meio). Mas na parte do funcionamento multi-modo, vejo as coisas mais complicadas (neste primeira fase).

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  2. Com efeito, também ainda não vejo grande utilidade na coisa.

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  3. Tanto sururu para algo que ninguém pediu.

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