2019/01/04

Smartphones - o que esperar para 2019?


Encerrado o ano 2018, é tempo de abordar o novo ano. Há muito que se espera pela chegada dos ecrãs flexíveis, com esta novidade a poder revolucionar o mercado dos smartphones como actualmente o conhecemos. Mas que mais se poderá esperar para este ano que se inicia?

O formato rectangular rígido dos ecrãs poderá este ano começar a tornar-se numa memória do do passado, abrindo-se as portas a novos formatos onde a imaginação dos designers será o limite. A Samsung tem sido uma marca que frequentemente tem apresentado novidades neste campo dos ecrãs dobráveis, não tendo contudo ainda colocado um produto no mercado. Esta demora tem dado tempo a outras marcas para trabalharem nas suas propostas, com vários outros fabricantes a prometerem novidades idênticas para os próximos meses.

Houve já mesmo quem tivesse apresentado um smartphone com esta característica. A Rouyu Technology não perdeu tempo a apresentar um ecrã dobrável, que no entanto não está isento de falhas. Sendo a primeira versão deste tipo de produto é normal que tal possa acontecer, mas as "rugas" que o ecrã apresenta será algo que não se poderá admitir num modelo topo de gama.

Com o MWC à porta, fica a dúvida se a Samsung irá correr o risco de distrair as atenções do Galaxy S10 com o seu novo smartphone flexível. Tendo em conta que a marca Sul Corena está a apostar todas as suas fichas no lançamento do próximo Galaxy, é de crer que o ecrã flexível fique reservado para mais tarde, talvez numa altura em que uma das suas concorrentes apresente um novo produto. Por outro lado, isto significa que o Galaxy S10 terá que dar resposta à procura de novidades dos fãs (e considerando que parece que está a apostar num design verdadeiramente full-screen, poderá ser suficiente).

A Huawei deverá mais uma vez deixar passar o MWC, reservando o novo P30 (?) para um evento a ter lugar algures em Março. Com o Galaxy S10 já no mercado, caberá ao novo topo de gama da Huawei a missão de o fazer esquecer. Para esse efeito, a marca chinesa vai apostar no Kirin 980, que deverá vir acompanhado de um ecrã OLED mais eficiente que o apresentado no Mate 20 Pro, permitindo assim melhorias significativas na autonomia. As câmaras serão por certo um elemento em destaque, com a Huawei a ter de se superar a si própria, apresentado um smartphone capaz de bater o P20 Pro a todos os níveis.


A HMD é outra das marcas que tem dado que falar nesta área da fotografia. Depois de recuperar a parceria com a Zeiss, aguarda-se agora pela apresentação do Nokia 9 PureView que deverá chegar com 5 câmaras, uma novidade no mundo mobile. É certo que quantidade não é sinónimo de qualidade e a Google tem mostrado isso mesmo ao não embarcar nesta corrida às multi-câmaras no smartphone, mas para a HMD apostar neste formato, por certo que terá um produto de excelência entre mãos. Ou pelo menos, assim se espera.

A OnePlus continua a não ter uma concorrência directa muito forte, pelo que basta não meter os pés pelas mãos para que 2019 seja um bom ano. Ainda assim, terá que enfrentar o Pocophone 2 da Xiaomi, um dos rivais directos dos smartphones da OnePlus. O preço poderá continuar a ser a sua grande vantagem, resta saber se a Xiaomi continuará a apostar nesta estratégia, ou se terá outra carta na manga.

O preço é a grande incógnita no que à Asus diz respeito. Depois de cumprir a sua promessa e lançar o ZenFone 5Z a 499€, há nesta altura uma dúvida para esclarecer: irá a Asus manter a aposta num preço competitivo, ou irá a marca de Taiwan regressar aos preços "premium" que praticou em anos anteriores?



A ex-espanhola BQ passou para as mãos de um grupo Vietnamita, que passou a deter 51% da empresa. Inteligência Artificial e a Internet das Coisas são duas áreas em que a "nova" BQ vai apostar, não se sabendo ainda, qual o futuro reservado para os smartphones Aquaris que têm tido boa aceitação no mercado. A Alcatel, Wiko e TP-Link, irão cada uma à sua maneira, tentar conquistar uma importante fatia do mercado low-budget, área que continua a ter uma elevada procura no nosso país.

Para último ficam as históricas LG e Sony, onde a incerteza é palavra de ordem. Na sua essência têm todos os ingredientes necessários para a receita de sucesso, falta apenas acertar na combinação mágica de todos os factores para que possam voltar a cativar a atenção do público. Será 2019 o ano do seu regresso à ribalta? Teremos que esperar para ver.

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