2019/06/13

Google vai aumentar limite de regras para adblockers no Chrome


Depois de ter angustiado os criadores de adblockers para o Chrome, a Google recua e acede a aumentar o número de regras disponíveis de 30 para 150 mil, permitindo manter adblockers eficientes no seu browser.

A luta entre a Google e Chrome e os adblockers não é de agora, mas recentemente subiu de tom com o anúncio de que iria ser removida a Web Request API, que alguns adblockers usavam para bloquear os conteúdos indesejados. Esta API permitia aos adblockers inspeccionar uma página web antes do browser dar início ao download dos recursos nela indicados, e remover os conteúdos a bloquear, de modo a que nem sequer sejam descarregados.


O problema é que esta funcionalidade é extremamente poderosa, podendo facilmente ser abusada por extensões maliciosas, às quais dará acesso a toda a informação do utilizador. Algo que é confirmado pelo facto de mais de 40% das extensões maliciosas detectadas desde Janeiro de 2018 usarem esta API.


Como alternativa, a Google diz que os criadores de adblockers deverão passar a utilizar a Declarative Net Request API, em que podem criar regras sobre conteúdos a bloquear, mas que são aplicadas sem que a extensão tenha acesso aos dados da página.

A Google diz que este sistema até é mais eficiente, por ser gerido directamente pelo Chrome; mas o problema é que até agora esta API permitia definir apenas 30 mil regras - número manifestamente insuficiente (algumas listas de adblockers incluem mais de 70 mil regras) e que deu origem a um coro de protestos.

Felizmente a Google decidiu ouvir essas vozes e anunciou que irá aumentar o número de regras de 30 mil para 150 mil.

Não é ainda certo que isto seja suficiente para apaziguar todos os criadores de adblockers (alguns dizem que continua a ser essencial terem acesso a mais dados sobre as páginas, e que aumentar simplesmente o número de regras não será suficiente), mas não deixa de ser um primeiro passo nesse sentido.

Alternativamente, não faltam outros browsers que são bastante mais receptivos à utilização de adblockers, e que até os trazem de origem.

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