2019/07/01

Brave acelera ad-blocker e contraria Google


Embora utilize o Chromium como base, o Brave não vai acatar a decisão da Google de limitar as capacidades dos ad-blockers - pelo contrário, não só as vai manter como acelerou significativamente o seu desempenho.

A Google já veio dizer que iria aumentar o número de regras para os ad-blockers, mas isso não resolve a questão dos ad-blockers que querem manter maior controlo sobre os bloqueios que querem fazer e a que conteúdos. Mesmo utilizando o Chromium como base, o Brave, a par do Opera e Vivaldi, já vieram dizer que iriam manter o suporte para o webRequest que a Google vai remover do Chrome, para manterem os seus ad-blockers funcionais como até ao momento. E no caso do Brave... com algumas melhorias.

O Brave aproveitou a oportunidade e reescreveu o seu ad-blocker em Rust (a linguagem da Mozilla), e o resultado é um ad-blocker que, a par de um novo algoritmo, é 69 vezes mais rápido que o ad-blocker original.


Embora não seja uma diferença que se vá sentir imensamente para quem tem computadores potentes, poderá revelar-se particularmente notória em sistemas mais lentos. E, independentemente da máquina, será sempre bom saber que o CPU estará mais livre para fazer o processamento que for necessário, em vez de estar a causar demoras devido às milhares de regras de anti-publicidade com que tem que lidar.

Infelizmente, com o caminho que a Google tem seguido com o Chrome, é cada vez mais recomendável utilizar outros browsers, com as principais recomendações a recaírem sobre o Firefox e este Brave (para quem se quiser manter no Chromium).

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