2019/07/31

EUA querem proibir scrolling infinito e autoplay de vídeos

Há cada vez mais pessoas que vêem horas da sua vida evaporar-se diariamente sem terem noção de que isso é feito à frente do YouTube, ou num determinado jogo, ou numa determinada app. Mas do outro lado do Atlântico há quem queira por um fim aos subterfúgios utilizados para esse fim.

Nos EUA está a considerar-se a proibição de técnicas utilizadas para manter os utilizadores "agarrados" mais tempo aos sites e apps, e que proibiriam coisas como o autoplay de vídeos no YouTube (que arranca automaticamente um novo vídeo assim que termina o que se viu), o scrolling infinito, ou os bónus dados em troca de se regressar frequentemente a uma app, como os snapstreaks do Snapchat.

É certo que nenhuma destas coisas se sobrepõe à vontade do utilizador, nem os obrigam a permanecer nos sites / apps onde estão; mas também não se pode negar que têm efeito. Quantas vezes não se terão deixado seduzir pelos vídeos sugeridos que o YouTube nos vai atirando, transformando um pequeno vídeo de 2 ou 3 minutos numa maratona de mais de uma hora "perdida" a ver outros vídeos? Ou os rituais de abrir uma sequência de jogos diariamente no smartphone, apenas para recolher os prémios de permanência dados?

Por um lado é lamentável que se tenha que chegar a um ponto em que tais coisas tenham que ser resolvidas (ou pelo menos combatidas) via legislação; mas será talvez inevitável, já que a auto-regulação pelas empresas tecnológicas parece não estar a funcionar. Acima de tudo, importa também apostar na educação, de que não é por se tratar de um smartphone ou uma app aparentemente inocente que o "vício" deixa de ser menos preocupante.

3 comentários:

  1. Uau, isso é altamente, também podiam proibir as promoções da coca cola ao oferecerem 3 bebidas por 1, aquilo é veneno, ou a entrega de brinquedos no mcdonald´s para viciar os putos em comida venenosa, ou podiam também acabar com as séries da netfilx que viciam meio mundo, bem tinha razão o orwell , o estado a meter-se onde não deve e ainda há quem ache isso normal :)

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  2. Podiam desligar a tv a cada intervalo para publicidade. Talvez assim as pessoas não vissem em autoplay até adormecerem...

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  3. Provavelmente não será uma proibição irredutível, mas antes uma obrigatoriedade em colocar limites iniciais ao deslizar infinito bem como a reprodução automática de vídeos.

    Provavelmente irão criar uma norma que faça com que os programadores tenham que colocar essas opções desativadas por omissão e que sejam os utilizadores a ligá-la se assim o entenderem.

    E como acho que isso é tremendamente positivo, acho que é algo que deveria ser restaurado às definições "de fábrica" sempre que se fechasse a janela / software / encerrasse a sessão.

    Portanto, não seria uma proibição mas antes uma alteração do modo predefinido de usar a coisa.

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