2019/07/13

A evolução da política de privacidade da Google


A evolução da política de privacidade da Google ao longo das últimas duas décadas, passando de 600 para 4000 palavras, é também um retrato de como a internet muito se transformou neste espaço de tempo.

Em 1999 bastavam 600 palavras para a Google dizer o que fazia com os dados recolhidos. Passados dez anos esse número já tinha triplicado e, em 2019, situa-se agora nas 4000 palavras. Mas mais importante que a quantidade é o que lá é dito, e aí as mudanças na forma como se lidam com os dados dos utilizadores são ainda maiores.

A melhor maneira de o demonstrar é ver que dados eram recolhidos em 1999 e os que são recolhidos actualmente.

1999 2019
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from GPS, IP address, device sensor data, wifi access points, cell-towers, Bluetooth-enabled devices
From Android devices with Google apps, collected periodically
device type
carrier name
crash reports
which apps are installed

É certo que tudo isto advém dos muitos serviços que a Google foi lançando desde a sua origem, como o Gmail, Chrome, Google Docs, e a mina de ouro de dados que é o Android - mas não deixa de ser assustador tomar consciência de tudo o que está a ser recolhido, dia após dia, sobre cada um dos utilizadores dos seus smartphones e/ou dos seus serviços.

Sem no final do século passado uma empresa como a Google se contentava em ter dados agregados daquilo que os utilizadores faziam como um todo (médias de visitas, pesquisas mais populares), actualmente têm um retrato ultra-completo de cada utilizador individual, sabendo as suas preferências, por onde andam, com quem comunicam, que fotos tiram (se usarem o Google Photos), e até aquilo que dizem em casa (se tiverem um Google Home).

... Juntando a isto a remoção do "Don't be evil" do seu código de conduta o ano passado, vale a pena repensar se não se estará a pagar um preço demasiado alto pelo acesso aos seus serviços gratuitos.

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