2019/07/21

ZF quer manter caixa de velocidades relevante nos automóveis eléctricos


A ZF está a tentar convencer fabricantes a adoptarem o seu motor eléctrico com caixa de 2 velocidades integrada, mas a autonomia extra prometida de 5% poderá não ser suficiente para tornar a proposta apelativa.

Nos automóveis eléctricos, para além do motor ser imensamente menos complexo que um motor de combustão interna, temos a vantagem adicional de poder dispensar a igualmente complexa caixa de velocidades. Os motores eléctricos têm binário que lhes permite arrancar suavemente a partir das 0 rpm, e podem facilmente atingir 20.000 rpm - características que permitem ligar o motor às rodas directamente ou através de uma caixa redutora simples.

Ainda assim, a ZF, especialista em caixas de velocidade, acha que ainda há motivos para adicionar uma caixa de 2 velocidades aos automóveis eléctricos. O sistema integra motor (de 140kW mas com o sistema a poder ir até aos 250kW) caixa de 2 velocidades e electrónica de controlo, fazendo a mudança para a 2ª velocidade aos 70km/h.


O problema é que esta complexidade acrescida resulta num aumento de autonomia de apenas 5% (em 400km estamos a falar de 20km adicionais), o tipo de aumento que facilmente poderia ser conseguido adoptando uma estratégia de condução mais poupada. Se estivéssemos a falar de uma melhoria de 25% ou mais, sem dúvida que a proposta seria atractiva, mas por causa de apenas 5% não sei se se justificará arriscar na maior complexidade mecânica (e peso, e custo) de tal solução para ganhos tão reduzidos.

3 comentários:

  1. Não me estranhava muito que esta solução fosse implementada pelas marcas, já que com a "simplicidade" mecânica dos elétricos as verbas das oficinas dos concessionários irão baixar pois em princípio terão menos trabalho, um componente mecânico " á antiga" fará períodos de manutenção curtos e aumentará as receitas das oficinas.

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  2. Mesmo assim, já tenho pensado que seria vantajoso, devido ao facto de mesmo o motor eléctrico ter uma faixa de rpm com rendimento maior. Com uma redução adequada e um "over drive" o sistema funcionaria sempre em condições óptimas. É esse over drive não sai assim tão dispendioso...

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    1. No fundo é o que isto faz... mas como se vê, para um benefício de 5% não me parece que seja vantajoso.

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