2019/08/15

Milhões de dados biométricos expostos no Reino Unido


O cenário para qual muitos especialistas alertavam acaba de acontecer, com a descoberta de uma base de dados no Reino Unido que expõe dados biométricos de milhões de pessoas, incluindo as suas impressões digitais e reconhecimento facial.

A utilização de impressões digitais e reconhecimento facial tem sido cada vez mais utilizada, mas o grande problema é que a mesma coisa que as torna convenientes (serem parte de nós e imutáveis) torna-as também num grande risco no caso de serem expostas publicamente - e foi precisamente isso que aconteceu no Reino Unido. Foi descoberta uma base de dados com acesso público que contém informação privada de milhões de pessoas, incluindo coisas como os seus nomes, emails, usernames, passwords (sem qualquer encriptação) e - como referido - também informação biométrica como impressões digitais e rostos com informação suficiente para efectuar o reconhecimento facial.

A base de dados pertence à Suprema, uma empresa de segurança que gere um sistema de controlo de acessos via fechadura biométrica (Biostar 2) utilizado por inúmeras entidades e empresas (bancos, agências de segurança, autoridades, etc.) e, para além de expor todos esses dados, permitia também seguir os utilizadores, indicando em que edifícios e salas estavam a entrar em tempo real.

Embora não me pareça que este incidente vá sinalizar o fim da utilização de dados biométricos, vai pelo menos relembrar que é apenas uma questão de tempo para que esses dados acabem expostos na net para qualquer pessoa que os deseje utilizar. E, ao contrário de uma password ou "chave", é algo que depois de ter sido exposto uma única vez, não se pode alterar para voltar a oferecer alguma segurança.

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