2019/08/26

O tracking de utilizadores na internet - visualizado


A maioria das pessoas que visita a internet poderá ter consciência de que está a ser "seguida", mas provavelmente não fará ideia da escala a que isso é feito. Algo que um jornalista decidiu revelar de forma mais visual.

Uma das formas mais eficientes de sensibilizar as pessoas para o que está a acontecer é mostrar o que está a acontecer. Isso não é fácil quando se trata de algo que ocorre nos bastidores, escondido atrás dos anúncios de uma página, dos simples botões de like das redes sociais, ou de mil e uma outras coisas. Algo que um jornalista decidiu fazer, representando graficamente o que foi recolhido sobre si durante a sua visita a 47 sites.



De notar que estamos a falar da visita a sites "respeitáveis" e não de sites suspeitos. E contrariamente ao que se poderia pensar, sites como os da Google até se comportam bem (provavelmente por já saberem tudo sobre o utilizador). Os que saltam à vista são sites de notícias, que empregam centenas de elementos de tracking, algumas vezes incluindo dados sobre a localização, e partilhando-os com outros sites / redes.

Parte disto pode ser explicado pela apresentação de mais publicidade que noutros sites; parte pode ser explicado pela inclusão dos botões e ferramentas de partilha nas redes sociais; mas ainda assim não deixa de demonstrar uma situação que se poderá considerar abusiva - e que também ajudará a explicar porque motivo são cada vez mais as pessoas que optam por recorrer a ad-blockers e tracking-blockers, para colocarem um travão neste tipo de monitorização - recentemente até vimos o WebKit a equiparar a malware qualquer tentativa de contornar os seus sistemas anti-tracking.

São estes os sistema que permitem fazer com que muitas empresas pareçam ter a capacidade de adivinhar aquilo em que estamos a pensar - muitas vezes até nos fazendo suspeitar que estão a escutar as nossas conversas. Ao saber que sites visitamos, quantos segundos passamos a olhar para cada página, ou anúncio, ou vídeo, ou notícias, torna-se bastante fácil ficar a "conhecer" cada pessoa individualmente. E se aplicarmos isso ao potencial para manipulação, depressa se compreende o risco que isso significa - como infelizmente já se tem sido comprovado em várias situações.

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