2021/01/04

O ano do Zoom e das video-conferências

Podemos culpar o coronavirus por grande parte das coisas más de 2020, mas há outro efeito secundário que teve pela positiva: a promoção dos serviços de video-chamada e video-conferência.

Recue-se ao início de 2020 e a maioria das pessoas poderia nunca ter feito uma videochamada, para além de uma ou outra ocasional para "experimentar", e videoconferência era aquele tipo de coisa reservada apenas para as empresas de grandes dimensões. Uns meses mais tarde, tudo tinha mudado, e serviços como o Zoom tornaram-se verbos que grande parte da população já era capaz de reconhecer.

O fenómeno das video-chamadas foi transveral a todos, afectando não só profissionais que passaram a trabalhar remotamente a partir de casa, como também todos os estudantes que ficaram confinados durante os meses iniciais da pandemia, com o encerramento das escolas. A videoconferência passou de algo que estava associado aos ambientes corportativos, para uma rotina diária para muitas pessoas - e, a acompanhá-lo, também uma forte promoção para o uso das video-chamadas até nas comunicações com familiares e amigos.

Claro que quando se fala de "Zoom" não nos referimos apenas ao Zoom especificamente. O número de serviços de comunicação vídeo multiplica-se por inúmeras opções, como o Meet da Google, o Teams da Microsoft, para não falar de todos os outros que, a ritmo mais ou menos acelerado, também vão adicionando capacidades de videochamada em grupo. E se há um ano atrás, poucos poderiam estar predispotos a dar-lhes uso regular na sua vida diária, depois do ano de 2020 que tivemos, é bem provável que pelo menos um destes serviços tenha sido promovido a uma posição no primeiro ecrã do seu smartphone.

Veremos se em 2021 a tendência se vai manter (ou aumentar), ou se com o eventual regresso à normalidade proporcionado pelas vacinas anti-Covid-19, estes serviços voltarão a ser relegados apenas para as tais utilizações empresariais e corportativas.

2 comentários:

  1. Com efeito, ficámos todos muito mais capacitados para tentar desenvolver a veia de autor de canais YouTube, eh, eh...

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