2021/06/01

Análise ao monitor AOC U32U1


A qualidade de imagem é um dos itens que está no topo da lista de requisitos de quem pretende adquirir um novo monitor. O AOC U32U1 adiciona-lhe um design de eleição, capaz de encantar o consumidor ao primeiro olhar.

O AOC U32U1

O design está em primeiro plano, levando a que todos os elementos joguem em redor do mesmo, havendo algumas soluções que acabam por ser pouco comuns quando comparadas com outras opções disponíveis no mercado. O foco foi claramente o aspecto visual e diga-se em abono da verdade que este é um monitor capaz de provocar um amor à primeira vista.


Para que não existam dúvidas quanto ao procedimento de instalação, ao abrir a tampa da caixa, o consumidor vai deparar-se com um folheto ilustrado, com a sequência de acções necessárias para retirar o monitor da caixa e instalá-lo no local pretendido para a sua utilização. Preparem-se para alguma ginástica, pois a caixa é bastante grande e volumosa.


A esferovite que protege o monitor é também ela utilizada para alojar os acessórios e a documentação de referência, onde se pode encontrar um certificado de calibração do ecrã.


Em termos de cabos, o AOC U32U1 vem bem equipado, apresentando-se com:
  • Cabo Display Port
  • Cabo HDMI
  • Cabo USB-C

A acompanhar os cabos acima referidos, um cabo para alimentação que vai ligar ao transformador, sendo este um fino tijolo capaz de disponibilizar 180W de potência.


O monitor vem enquadrado por duas peças de esferovite e protegido por um saco de plástico a toda a volta.


Ao retirar a peça de esferovite deparamos-mos com uma inesperada surpresa, com o suporte/braço do monitor a vir ligado ao conjunto, não sendo possível a sua remoção. Outra particularidade curiosa prende-se com a orientação do monitor, que se apresenta de origem na vertical, não sendo esta a opção mais comum em termos de utilização.

No que diz respeito ao consumo energético, este AOC U32U1 fica-se por uma inesperada classe C de avaliação que não está em linha com as restantes especificações. Segundo a marca, os 60W médios de consumo equivalerão ao 88kWh/ano, o que equivalerá a cerca de 6 horas de utilização diária nos dias úteis.


Não é só o ecrã que vem bem protegido, o tripé apresenta uma película em plástico para o proteger de inesperados riscos. O tripé está ligado a um braço que está instalado numa base que se encontra na traseira do ecrã.


A base apresenta uma concavidade a toda a largura, que permite levantar/baixar o ecrã para a altura desejada.

Este mecanismo que liga a base ao tripé, leva a que seja o ecrã o elemento que roda para mudar a orientação, sendo que a rotação funciona no sentido horário (quando de frente para o ecrã) para passar do modo retrato ao modo paisagem, com o sentido anti-horário a servir para o movimento inverso. Curiosamente, demorei algum tempo até perceber como é que o mecanismo funciona, isto porque o sistema do braço é diferente do habitual e um movimento no sentido errado pode dar origem a um desfecho indesejado. O facto de o folheto de informações não fazer referência a esta situação, também não ajudou a facilitar a tarefa.


O ecrã em si não poderia ser mais simples. Na frente, margens capazes de envergonhar muitos smartphones.


Na traseira, apenas um botão/joystick para controlo das definições, algo que também poderá ser feito através de software, se bem que as apps disponibilizadas pela marca já mereciam uma revisão em termos de design e funcionalidades, pois não apresentam novidades face ao disponibilizado há dois anos.

O joystick não é também ele propriamente novidade no que respeita a sistemas de controlo das definições e OSD. A localização no mesmo, associada à dimensão do ecrã, acaba por criar alguma dificuldade em termos de utilização, pois o monitor vai estar a uma distancia do utilizador, que não facilita o acesso ao sistema de controlo das definições. 



São reconhecidos 5 movimentos, com cada um a poder estar a associado a mais que uma função:
  1. Fonte de sinal/cima
  2. Modo Eco/Contraste dinâmico/baixo
  3. Melhoria de imagens com baixa resolução/esquerda
  4. Volume/direita
  5. Power/Menu/seleccionar

O menu OSD é disponibilizado quando há uma fonte activa de sinal. Com o joystick é possível navegar no menu, para configurar a fonte de sinal, a imagem e as definições de cada uma das portas. Estas acções, como acima referido, poderão igualmente ser efectuadas através do conjunto de apps disponibilizadas pela marca.




Em termos de portas, este AOC U32U1 apresenta-se bem equipado, estando preparado para potenciar os equipamentos mais recentes, através da sua porta USB-C, compatível com a norma power delivery. Com esta porta, poderão ter imagem, som e dados, ao mesmo tempo que carregam um portátil. 

À esquerda, duas portas HDMI 2.0, uma DisplayPort 1.4 e uma saída de som. Do lado direito, a referida porta USB-C, uma porta USB para upstream, alimentação e as portas USB 3.2 Gen1 tipo A, uma delas com capacidade de carregamento rápido.


O  AOC U32U1 apresenta um painel IPS 4K (3840x2160 pixéis ) com 31.5”, taxa de refrescamento de 60Hz e 5ms de tempo de resposta, DisplayHDR 600, brilho máximo de 600 nits,  98% DCI-P3, 100%  espectro de cor Adobe RGB e 135% do sRGB. Numa altura em que a corrida aos Hz está na ordem do dia, os 60Hz poderão ser curtos para algumas aplicações, nomeadamente os jogos, se bem que este monitor não tem como alvo principal o público adepto do gaming.

A qualidade de imagem é bastante boa, sobretudo para quem estiver a fazer um upgrade para um ecrã 4k, sendo que é recomendada a utilização do modo sRGB. Não contem com grande acompanhamento por parte das colunas de som, sendo estas apenas suficientes, para uma utilização no dia a dia, sem grandes preocupações com a qualidade sonora.


A utilização do monitor pode ser feita em modo paisagem ou retrato, bastando para isso rodar o ecrã (no sentido certo). Não é possível destacar o ecrã do tripé, mas tendo em conta que este é um dos elementos em destaque do produto, também não é provável que esta seja uma preocupação para quem adquira este monitor. Já a arrumação dos cabos, poderá ser um problema, com os mesmos a estragarem o aspecto visual.


Apreciação final


Este é um monitor que facilmente vai encantar os consumidores. Ao entrar numa sala, o AOC U32U1 rapidamente se irá destacar, com as linhas esbeltas do seu tripe e uma traseira bastante feliz a conseguirem conquistar a atenção de quem passa. Apenas a destoar, os cabos que terão de ser bem organizados, para não estragarem a moldura.

Na frente, margens mínimas contribuem para uma dimensão global mais compacta. Na traseira, o joystick para controlo das definições, cumpre, mas não encanta, sobretudo se colocarem o ecrã mais afastado. Como ponto menos positivo, o consumo energético, com a classe C a não estar em linha com as restantes especificações do equipamento.

O preço acaba por não ser muito convidativo, com este AOC U32U1 a estar no mercado por valores na casa dos 950€, um montante que poderá ser pouco convidativo para muitas carteiras. Se o dinheiro não for problema e o design um ponto fundamental, então o AOC U32U1 será uma opção que irá deixar o consumidor muito satisfeito.



Monitor AOC U32U1
Quente
Prós
  • Design
  • Margens do ecrã

Contras
  • Joystick para controlo do menu
  • Consumo
  • Preço

Monitor AOC U32U1

Quente (4/5)

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