2022/04/18

AI da Intel detecta alunos distraídos ou aborrecidos

Depois dos serviços que monitorizam os alunos durante os exames, chega um sistema de Inteligência Artificial da Intel que promete detectar os alunos distraídos, aborrecidos ou confusos.

A aplicação de AI ao reconhecimento visual não é nada de novo e tem sido aplicado nos sistemas de vigilância em países como a China (e não só) para identificar pessoas e a sua disposição emocional. Agora, temos a empresa Classroom Technologies a querer aplicar o mesmo princípio às salas de aula virtuais, tirando partido do sistema de reconhecimento de emoções da Intel.

O sistema funcionará nas aulas remotas dadas via Zoom, e manterá o seu olhar artificial sobre os rostos dos alunos, categorizando o seu nível de atenção (ou desatenção), ou se estão confusos, ou aborrecidos, ou a dormir.

É uma ferramenta que gera polémica, havendo os que a consideram apenas como "ferramenta" que auxiliará os professores que têm que lidar com turmas numerosas que se tornam (ainda mais) difíceis de gerir no caso de aulas à distância, e os que consideram que ultrapassa os limites do aceitável.

Num mundo perfeito, em vez de se estar a apostar em tecnologia de vigilância massiva e automatizada sobre os alunos (ou cidadãos, ou trabalhadores, já que esta tecnologia está a disseminar-se por inúmeras áreas), melhor seria em apostar na melhoria das condições para que não houvesse motivos para que um aluno tivesse que se sujeitar à análise de um algoritmo emocional. Se cada professor tivesse que lidar apenas com uma dezena de alunos por turma, poderia dispensar a necessidade de tais sistemas, tendo capacidade para ver como cada um deles estaria a reagir.

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