A habitualmente severa Apple parece ter desculpado a BOE com inesperada facilidade, provavelmente por efeitos estratégicos.
Apesar da BOE ter cometido um dos piores pecados possíveis, alterando as especificações dos ecrãs dos iPhone 13, a Apple - empresa que normalmente tem pouca tolerância a falhas ou abusos por parte dos fornecedores - parece ter superado o caso com extrema facilidade.
A única penalização é que o número de ecrãs OLED que planeava encomendar à BOE terá sido reduzido de 20 para 5 milhões de unidades, e que pode revelar o verdadeiro propósito da Apple a manter como fornecedor.
O principal fornecedor de ecrãs da Apple continua a ser a Samsuyng Display, que fornecerá 60 milhões de ecrãs, seguido da LG Display com 25 milhões. Sabendo-se que a Apple não gosta de ficar dependente de um único fornecedor, a Apple poderá utilizar a BOE chinesa como "ameaça" para negociar melhores preços com os seus principais fornecedores sul-coreanos. Mas, é uma ameaça que perde um pouco de peso, caso a Samsung e LG optem por usar este incidente como exemplo do que pode acontecer se a Apple optar por essa via.
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