2024/04/16

Tablets com 30 GB de RAM?

Algumas marcas continuam a exagerar na promoção dos seus tablets, usando a memória virtual expandida para enganar os consumidores.

Temos alertado para a situação da memória virtual nos tablets há mais de um ano, desde que começaram a surgir no mercado tablets de baixo custo a anunciar que tinham 12 GB ou 16 GB de RAM, quando na realidade têm apenas 6 GB ou 8 GB de RAM efectiva, e o restante a ficar a cargo da memória virtual. Essa situação expandiu-se também aos smartphones e, infelizmente, em vez de ter sido eliminada, tem ficado cada vez pior.

Não satisfeitos com a promessa de 16 GB de memória falsa, agora temos marcas que prometem tablets com 30 GB(!) de memória. E se isso não fosse já totalmente ridículo, ainda mais o é por ser um tablet que nem sequer tem 8 GB de RAM, mas apenas 6 GB de RAM efectiva. Os restantes 24 GB são de "memória virtual".
Quando falamos disto inicialmente, gozamos com o ridículo da situação dizendo que nada impedia os fabricantes que seguissem por esta via da publicidade enganosa de irem mais longe e anunciarem mais e mais gigabytes de memória falsa. Infelizmente, é algo que se começa a tornar realidade, e por este andar não deverá demorar até que estes fabricantes percam a vergonha e comecem a anunciar 48 GB ou 64 GB de RAM, ou qualquer outro número que decidam inventar. A Oukitel é lamentavelmente uma das marcas que mais historial tem a nível de "inventar números", em tempos até redimensionando as imagens de câmaras de baixa resolução para dizer que eram de resolução superior.

O principal problema nestas coisas nem é que os produtos não sejam adequados para o preço, mas sim o de iludirem os consumidores com características que são falsas. A memória virtual pode ser útil nalguns casos, mas não pode ser vendida como sendo "RAM" real. Anunciar um tablet com 30 GB de RAM desta forma é manifestamente enganador e não deveria ser permitido.

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