2019/04/05

Comissão Europeia acusa VW, BMW e Daimler nas emissões poluentes


O escândalo dieselgate está longe de estar terminado, e agora alastra-se formalmente aos restantes fabricantes automóveis germânicos, com a acusação por parte da Comissão Europeia de que a VW, BMW e Daimler conspiraram para atrasar a implementação de tecnologia que reduziria as emissões nos veículos a gasolina e diesel.

O silêncio da UE face ao escândalo dieselgate deu finalmente lugar à acção, com acusações formais contra os três maiores fabricantes alemães: VW, BMW e Daimler (Mercedes). Em causa estão alegadas reuniões, feitas nos anos 90, em que os três fabricantes terão combinado entre si para adiarem a implementação tecnologias que reduziriam as emissões (filtros de partículas, aditivos Adblue, etc.) mas implicariam despesa adicional.

A ideia é que, desde que nenhum fabricante se antecipasse aos outros e apresentasse isso como "vantagem", todos ficariam a ganhar por não haver diferenciação a nível das emissões.

Agora, os fabricantes arriscam-se a enfrentar multas de milhares de milhões de euros - sendo que a Daimler espera livrar-se das multas, por ter sido ela a denunciar o caso às entidades europeias. Vamos lá ver se desta vez vamos ter mesmo multas "a doer" e que obriguem estas (e todas as outras) empresas a mudarem de atitude. Porque de resto, não há qualquer valor que permita desfazer o mal que já foi feito. (Se bem que, adiantarem as datas para a proibição de venda de veículos a combustão seria um excelente passo - e mais que merecido face à descoberta destes abusos.)

6 comentários:

  1. Curiosamente (ou não!) não se tem ouvido falar da Opel.

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    1. Opel não é propriamente Alemã...e nunca foi um peso pesado da industria na Alemanha...

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  2. "Se bem que, adiantarem as datas para a proibição de venda de veículos a combustão seria um excelente passo". Concordo plenamente.

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  3. em termos de "amigos do ambiente" acham que a solução dos veículos eléctricos é mais vantajoso que os veículos a combustão? não ponho na balança veículos a combustão com 30 anos, refiro às ultimas tecnologias existentes.
    qual o custo para o ambiente com o fabrico de baterias?
    E após o seu tempo de vida útil, o que fazer?
    como é gerada a energia para as carregar?

    sou da opinião que temos a obrigação de mudar os hábitos, mas parece-me que proibir a 100% veículos a combustão em prol dos eléctricos não faz muito sentido...
    esta mudança imediata e radical é óptima para os fabricantes, governos etc..

    acredito que todas as marcas tenham agido e beneficiado conscientemente dá leitura irreal dos gases emitidos, assim sendo não serão apenas os alemães postos em causa.



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    1. Nem sequer há"balança" para comparar.
      De um lado uma tecnologia que obriga a extração, transporte, refinação, novo transporte, distribuição específicos, para ultimamente ser queimado com emissões poluentes.
      Do outro, algo que (idealmente) poderás carregar em casa a partir de baterias carregadas de fontes renováveis (solar, por exemplo).
      Qualquer questão dos elementos "poluidores" das baterias facilmente é compensado pela dispensa de plataformas petrolíferas, petroleiros, refinarias, frotas de camiões cisterna de distribuição, e toda a demais infraestrutura de suporte de combustíveis.

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  4. Esta mudança imediata e radical é óptima para... a qualidade do Ar nas nossas cidades. Que venham as datas de proibição de veículos de combustão interna ASAP. Os governos tem de ser pressionados a garantir que a energia usada para carregarmos os nosso carros eléctricos vem de fontes renováveis. Em Portugal só nos resta uma central termo-eléctrica(Sines) e parece que já tem os dias contados...

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