2019/06/30

Utilizadores estão a manter smartphones durante mais tempo - e o 5G pode ser o "isco" para os fazer mudar


Mais de metade dos utilizadores está a optar por manter os seus smartphones por dois anos ou mais, e isso poderá ter influência na pressa com que os operadores querem transitar para a era 5G, que indirectamente incentivará centenas de milhões de utilizadores a trocarem para smartphones 5G.

Noutros tempos, o avanço de ano para ano fazia com que quem se quisesse manter actualizado tinha quase obrigatoriamente que trocar de smartphone a cada ano. Cada novo modelo vinha com desempenho que quase duplicava, e os avanços a nível das câmaras e ecrãs eram notórios. Mas nos últimos anos os avanços têm sido mais moderados, e isso ajuda a explicar porque motivo a "ânsia" de trocar de smartphone a cada ano tenha abrandado.

Segundo um estudo da NPD relativo aos EUA, 25% dos utilizadores manteve os seus smartphones anteriores por mais de três anos e 29% têm o seu actual smartphone há dois ou mais anos. É um cenário que levanta preocupações aos fabricantes, que anteriormente esperavam que uma quantidade significativa trocasse de smartphone a cada ano, ou cada dois anos no pior caso. E ainda por cima, é uma tendência que tem vindo a aumentar cada vez mais.

Os melhoramentos progressivos que vão sendo feitos já não têm o impacto que faça os consumidores correrem para as lojas (lembram-se de quando cada novo lançamento de um iPhone causava filas intermináveis, com pessoas acampadas dias antes?) e ter um smartphone que mesmo com dois ou três anos continue a apresentar um desempenho aceitável e uma qualidade razoável na câmara é bastante mais tentador do que investir os 700, 800, ou mais de 1000 euros que actualmente são pedidos pelos modelos topo de gama (a subida de preço também não ajuda nestes casos).


É por isso que a aposta no 5G tem sido feita em força, com todos os quadrantes da indústria a esperarem que seja um factor de renovação do mercado de smartphones, fazendo com que milhões de clientes se sintam tentados a trocar de smartphone. No entanto, parece-me que para isso acontecer serão necessárias duas coisas: primeiro, que a cobertura 5G se torne abrangente (para não se ter a situação de ter smartphones 5G que nem sequer se podem utilizar); e em segundo lugar, que os operadores garantem que a transição para o 5G não será acompanhada por novo aumento do preço dos tarifários de dados móveis, quer seja com a justificação da velocidade acrescida, que pela necessidade de se ajustarem os limites de dados. Até lá, acho que não se deve ter pressa nenhuma para comprar um smartphone 5G.

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