2019/10/25

Gira-discos Bluetooth Sony PS-LX310BT


Os gira-discos e os discos de vinil têm tido um ressurgimento curioso, e o nosso Luis Costa conta-nos como foi regressar a estes tempos do "vira o disco e toca o mesmo"! :)

Introdução


Tarde de chuva, lareira acesa e um copo com whisky daqueles que o passar dos anos fez o favor de aveludar. Estavam assim reunidas as condições para uma tarde de nostalgia, com o Gira-Discos Sony PS-LX310BT a dar o toque final a um ambiente já de si bastante agradável.

Recentemente celebrámos os 12 anos de AadM. Para aqueles que nos acompanham há mais tempo, o gira-discos não será propriamente novidade mas, numa época onde o stream é rei, haverá muitas pessoas que nunca tiveram a oportunidade de desfrutar do prazer que era escolher um disco físico para se ouvir na aparelhagem lá de casa. E não apenas uma rodela de plástico compacta que se pousa numa gaveta que desaparece para o interior do leitor, mas sim um que obriga a ter cuidado com o que se faz e como se faz.

Confesso que cheguei algo tarde a este mundo dos discos de vinil. As cassetes eram o meu meio físico de eleição para a música, até porque o orçamento estava longe de dar para grandes aventuras. Era esperar pela música que queríamos nos programas de "discos pedidos" na rádio, e rezar para que o locutor não falasse a meio.

Tinha alguns discos deixados pelo meu irmão, aos quais fui juntando alguns exemplares das minhas bandas preferidas. Quando recebi a proposta de testar um gira discos da Sony, rapidamente me imaginei a curtir a guitarra do Mark Knopfler no brilhante Sultans of Swing (Alchemy Live, claro está).

O Gira-discos Bluetooth Sony PS-LX310BT



Na caixa deste Sony PS-LX310BT, encontramos apenas o transformador, manual de instruções, o prato e respectivo tapete. A cabeça com a agulha vem à parte, tendo de ser instalada pelo utilizador.

Antes de começar a utilizar o gira discos, surge a primeira questão: o local para o instalar. Ao contrário de um amplificador, equalizador ou leitor de cassetes (será que alguém ainda utiliza o dito?), o gira discos não pode ser instalado nas prateleiras do móvel da sala. A sua natureza obriga à disponibilização de uma área livre, sem nada por cima, para que se possam colocar os discos no prato.


Quando já começava a fazer contas à cabeça, olhando para o meu móvel e para o gira discos, rapidamente percebi que o problema em questão, deixou de o ser, visto o cabo para ligar o gira discos ao amplificador ser demasiado curto. Poderia ter ido à procura de umas "bananas" RCA para estender o dito, mas optei por instalar o gira discos na mesa de trabalho, tirando partido do Bluetooth como elo de ligação.



Para instalar a cobertura de protecção, temos duas dobradiças, que são instaladas na traseira do gira discos, bastando encaixar as mesmas no local previsto para o efeito.



Colocadas as dobradiças no seu local de instalação, basta inserir a outra extremidade na cobertura de protecção.



Na traseira, um comutador para escolher o tipo de saída de som (com ou sem pré-amplificação), o nível de ganho, a entrada para a alimentação e o botão de on/off.



Antes de se começar a ouvir música, é necessário instalar o prato, bastando para isso alinhar o mesmo com o pino central. Finalizada a instalação do prato, coloca-se o tapete sobre o mesmo, para protecção dos discos.



A agulha não vem instalada. Para o fazerem basta pressionar a cabeça na diagonal, fazendo o inverso, para a remover. O braço não tem um sistema de bloqueio, pelo que se recomenda que segurem o mesmo com alguma firmeza quando procederem à instalação da agulha.




Como decidi não utilizar as fichas RCA, o Bluetooth foi a opção para ligação ao amplificador, que felizmente já contava com esta capacidade. Depois de ligar o gira discos, basta pressionar o botão no canto inferior esquerdo para que se inicie o processo de emparelhamento. O gira discos vai reconhecer o último equipamento a que esteve ligado, mas pode dar-se o caso de não o fazer. Para contornar esta situação, basta repetir o processo de emparelhamento.



Na frente temos três botões: iniciar, parar e baixar/levantar o braço. Os botões têm um curso demasiado longo, dando a impressão que estamos a utilizar um equipamento de baixa qualidade. Um sistema de toque, ou em alternativa com curso mais reduzido, seria aconselhável.



A selecção do tamanho dos discos (7 e 12") e as rotações (apenas 33 e 45 rpm), é feita através de dois selectores instalados na lateral direita do gira discos.




O adaptador para os discos de 7" encontra-se instalado na lateral direita do gira discos. Basta puxar o mesmo para fora, recomendando-se que coloquem o mesmo no local de origem, após terminarem a audição, para evitar que seja perdido.

Em funcionamento


Para testar o gira discos, liguei-o ao amplificador que já conta com tecnologia Bluetooth. Para maior comodidade e por forma a não incomodar os membros mais novos da família com os sucessos de outros tempos (Ed. Está mal! Também têm direito a ouvir música boa! :) utilizei também os já referidos headphones Sony MDR 1000X. A título de curiosidade, utilizei também uma coluna Bluetooth, mais precisamente a Aukey Eclipse. A par dos headphones sem fios, as colunas Bluetooth serão por certo dos equipamentos que mais se adequaram a serem utilizados como meio para se ouvirem os discos de vinil. Curiosamente, teria sido interessante testar o gira discos com a coluna Sony que recentemente tivemos em análise, mas este aspecto acabou por não ter sido em conta no nosso planeamento de análises.


Em termos de experiência de utilização, o prazer de pegar suavemente no braço e a sua colocação no início da primeira faixa faz desde logo recordar memórias de outros tempos. Aqueles breves momentos iniciais com o ruído característico até começar a música transporta-nos para uma experiência extremamente agradável, que só poderá ser interrompida com a obrigatória mudança do disco para o lado B. Por vezes, lá poderemos ser surpreendidos com um súbito salto na música que nos recordar daquele risco indesejado que já tinha ficado perdido algures nas memórias do tempo.

Apreciação final



O Gira-Discos Sony PS-LX310BT é uma boa opção para quem pretender um meio que possibilite desfrutar de umas sessões de música à moda antiga, recuperando os discos de vinil adquiridos em tempos idos. É um equipamento simples de utilizar, graças aos três botões que permitem operar o braço sem que se tenha de mexer directamente no mesmo.

O facto de o cabo RCA ter uma dimensão extremamente curta, acaba por ser compensado com a utilização da tecnologia Bluetooth. Os codecs SBC e sobretudo o Qualcomm aptX áudio, são suficientes para garantir uma boa qualidade de som, suficiente para ouvir os velhos discos numa coluna Bluetooth, com os headphones sem fios ou até, quem sabe, num amplificador que também disponibilize este tipo de ligação.



Com um preço na casa dos 200€, este LX310BT da Sony acaba por se posicionar numa faixa bastante aceitável, constituindo-se como uma opção simpática para quem não pretender gastar muito dinheiro num equipamento deste género. A construção em plástico pode não ser a mais refinada, mas as linhas sóbrias acabam por dar um aspecto limpo e elegante ao gira discos. Os botões frontais justificavam outro tipo de mecanismo, mas para este nível de preço, acaba por se entender a opção da Sony.

É um equipamento versátil, simples de utilizar, sendo por isso uma proposta a ter em conta, sobretudo por quem procura um produto que permita ouvir os discos de vinil, sem lugar a grandes afinações, bastando ligar o Bluetooth, colocar o disco no prato e tocar no botão para iniciar a reprodução.

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