2017/03/06
MAPiNET quer Tugaflix fora de cena - mas nem sabe como
Em Portugal é mais fácil que nunca bloquear sites indesejados sem sequer passar pelos tribunais, mas seria de esperar que esse processo seguisse os trâmites previamente acordados pelas diferentes entidades. Infelizmente, parece que não é o caso, e a MAPiNET já nem se digna a indicar quais os domínios visados...
2016/02/04
IGAC já bloqueia domínios que nem sequer existem
O memorando de entendimento para o bloqueio acelerado de sites vai revelando cada vez mais abusos, e o último é o bloqueio de domínios que nem sequer existem.
2015/11/04
MAPINET bloqueia mais sites pirata e critica quem contorna bloqueios
MAPINET não gostou que o SAPO usasse termo "Pirata da Criatividade"
A MAPINET tem estado em alta (leia-se: "baixa") no dia de hoje, e depois do seu site ter ficado offline vimos descobrir ao ponto a que chegam as suas manobras de bastidores, que parecem visar toda e qualquer referência a piratas, mesmo quando são feitas de forma positiva como aconteceu com os Prémio SAPO.
Site do MAPiNET fica offline após revelar mais 39 sites para bloquear
Numa altura em que o MAPiNET lança mais umas dezenas de sites pirata a bloquear pelos operadores nacionais, é o seu próprio site que parece ter ficado bloqueado, encontrando-se inacessível desde hoje.
Actualização: já regressou...
2013/09/25
MAPINET quer bloquear acesso ao Pirate Bay em Portugal
Já estamos habituados a que, de tempos a tempos, as principais entidades anti-pirataria nacionais se lembrem de fazer algo mediático (como carregar dezenas de caixotes com processos contra quem alegadamente fez algum download "ilegal" para as portas dos Tribunais - e veja-se no que que isso resultou: nada.) Agora, em vez de atacarem quem faz os downloads, imitam aquilo que vêem fazer lá fora e tentam fazer com que os operadores sejam obrigados a bloquear sites como o The Pirate Bay.
2009/05/14
Ministro da Cultura vs MAPiNET - Fight!
Antes que me esqueça, tenho que escrever algumas palavras de apreço pelas palavras proferidas pelo nosso Ministro da Cultura, que (surpreendentemente) não foi nas "cantigas" habituais de que quem faz um download da internet é um criminoso que deva ir para a cadeia por mais tempo que um pedófilo.
Segundo ele, fazer um download equivale a "encontrar uma nota no chão", a qual apanhamos sem pensarmos que estamos a roubar quem a deixou cair.
Ok, admito que a expressão terá sido usada no decurso de uma conversa informal, e agora usada completamente fora do contexto... mas demonstra a sinceridade que o nosso Ministro teve, e reflecte a sociedade *real*.
Claro... do campo oposto, as reacções não se fizeram esperar: a MAPiNET veio logo apontar armas a este novo alvo, pedindo até a sua demissão.
E foi exactamente por este ataque que achei por bem escrever estas palavras.
Para começar, irrita-me que o MAPiNET se entitule "Movimento Cívico Anti Pirataria na Internet" - com ênfase no "Cívico". Qual movimento cívico qual carapuça! Ora espreitem a página dos membros MAPiNET: Acapor, SPA, Agecop, GDA, e até o Sindicato dos Videoclubes Franceses!
(Talvez seja a tal influência francesa que agora se tenta infiltrar por cá, para desligar a internet a quem ousar descarregar uma música ou filme da internet.)
Ou seja, em vez de um grupo de cidadãos preocupados verdadeiramente em arranjar solução que se adaptem a este novo mundo e às novas tecnologias, temos apenas empresas dinossauro que, sentindo a sua extinção iminente, preferem atacar desesperadamente todos os que se lhes oponham - fechando os olhos ao mundo actual em que vivemos.
Aliás, este MAPiNET tem tanto de movimento cívico que nem sequer permite comentários no seu site (acho que isso elucida a censura que tanto promovem.)
Aliás, interrogo-me quantos destes próprios senhores (ou pelo menos os seus filhos) não terão já - eles próprios - "sacado" músicas ou filmes da Internet? O que seria apenas mais uma prova da sua hipocrisia.
Hipocrisia essa que se estende à forma como dizem agir sempre em defesa dos autores, criadores e artistas.
No entanto, como se sabe, o que lhes interessa mesmo é receber o seu dinheiro - mesmo que isso implique cobrar direitos sobre obras livres e gratuitas, e de outros autores que não representam.
Aliás, não sei porque não referem o facto de o próprio partido do nosso querido Sarkozy ter usado indevidamente música sem os devidos direitos - mas disse ter sido "sem intenção". Ah pois... Só quando é para desligar a internet aos restantes internautas é que é com intenção.
E os artistas... esses... continuam a receber uns cêntimos (ou mesmo nada) enquanto estas empresas continuam a viver e a pagar ordenados chorudos aos seus gestores.
Não tenho nada contra recompensar quem cria. E acho que o futuro da Internet vai nesse sentido - de tornar obsoletos os sistemas de distribuição tradicionais, e de permitir um contacto mais directo entre um artista e o seu público, e de ver o seu trabalho ser recompensado de forma justa.
Se hoje em dia um artista tem que vender 100 mil cópias, para ganhar uns cêntimos em cada uma; talvez não seja difícil perceber que ganhará muito mais se vender apenas 10 mil e ganhar uns euros em cada uma.
E por isso mesmo, a partilha na internet não é um "inimigo" a abater!
A maioria dos artistas tem dito que prefer ver o seu trabalho conhecido por milhares de pessoas por todo o mundo, do que ficar restringido a apenas uma dúzia delas. Nem todos os que fazem downloads iriam comprar tudo o que descarregaram. Mas certamente que, fazendo-o, ficam a conhecer novos artistas que eventualmente poderão passar a seguir mais atentamente, e até comprar a sua música, filmes, etc.
Já pago taxas de TV e rádio, taxas no papel, CDs e DVDs virgens... uma autêntica "mama" que todas estas associações recebem sem nada fazer e que nunca chegam aos artistas. Que mais querem agora?
Em vez de berrarem que isto é o fim do mundo (coisa que já deviam ter aprendido - pois já o fizeram aquando do aparecimento da rádio, das cassetes, e dos vídeogravadores) actualizem-se e adaptem-se aos novos tempos. Já Darwin disse há muito tempo, umas espécies adaptam-se e evoluem para sobreviver... as outras... extinguem-se.
[Artigo dedicado aos Dinossauros, que não têm nenhuma culpa de serem agora associados a esta MafiaNet]
Actualização: há mais alguns desenvolvimentos de última hora, com o Ministro a clarificar o que pretendia dizer.
Nomeadamente, aquilo que qualquer criatura com mais de um neurónio na cabeça consegue perceber:
(...) tem alguma parecença com o que aconteceu com as fotocópias e depois com os videogravadores e depois com os gravadores dos CD. Quando queríamos gravar um filme que estava a dar na televisão púnhamos o videogravador a funcionar e gravávamos o filme. Passávamos a ter uma cassete com a gravação. No fundo estávamos a fazer um download de um conjunto de imagens guardávamos ali. É evidente que podíamos ter proibido no mundo todos os videogravadores, todas as fotocopiadoras que permitiam copiar livros e violar direitos de autor.
Segundo ele, o ideal seria:
Por exemplo, colocar as coisas na Internet de uma forma que não seja susceptível fazer download delas. Em que seria possível ver as vezes que se quisessem mas não se poderia descarregar.
Isso é o que muitos procuram conseguir, com os DRM que infelizmente têm sido implementados de forma abusiva. O "problema" é apenas este... se for possível vê-las, é possível copiá-las - ponto final!
Não vale a pena andar a arranjar artimanhas e esquemas, gastando milhões de euros e anos de trabalho, em medidas que apenas servem para complicar a vida aos milhões consumidores que pagam pelos conteúdos - com a agravante que que na maioria das vezes servem apenas para os forçar à pirataria. (Como no caso de eu querer passar o filme de um DVD ou Bluray que tenha comprado, para o media center, ou fazer uma cópia para que os meus sobrinhos não destruam de forma irreparável o disco original. Embora por cá, isso ainda seja um direito que temos, ao contrário do que acontece noutros países.)
Diz ainda, e bem:
Esta noção de que sem uma decisão judicial se pode cortar o acesso da Internet às pessoas é complicada. Sobretudo quando as pessoas já sentem a Internet como se fosse a praça pública. Há pessoas para quem a Internet é o acesso à vida, fazem teletrabalho, etc.
E terminando com um explícito e claro:
Aquilo que é ilegal é que não devia lá estar.
Nova actualização: como é habitual, lá tiveram que atirar um "osso" à SPA. Relembro que por muito que queiram perseguir quem faz downloads, é praticamente impossível conseguir-se provar que um "IP" foi efectivamente responsável por esse download - eu que o diga, tenho 3 ou 4 vizinhos com as redes WiFi abertas e/ou com protecções facilmente crackáveis.
Portanto, espero que se concentrem é em melhorar as relações que têm com o público (que é quem lhes paga o seu ordenado!) e nos oferecerem produtos a preços justos - em vez de nos impingirem conteúdos com DRM, a preços estupidmente inflaccionados quando comparados com outros países. Países esses com salários médios bastante acima dos que temos no nosso país.






















