2020/08/11

Notícias do dia

Rússia exige que Apple abra acesso à App Store e iOS; app de Covid-19 Irlandesa esgota bateria nos Android; Google começa a "misturar" Hangouts com Google Chat; Amazon passa Twitch Prime a Prime Gaming; Xiaomi Mi 10 Ultra poderá custar €900; automóveis continuam a não ver carros encostados na berma; e ainda a aventura de recuperar $300K de um ZIP encriptado com password esquecida.

Antes de passarmos às notícias do dia, não deixem de participar no passatempo gadget da semana que vos pode valer uma Redmi Band da Xiaomi.

Apple pré-activa a sua publicidade no iOS 14 enquanto desactiva concorrentes



A juntar-se à lista de coisas que serão utilizadas como argumento contra a Apple em casos como o da Rússia, temos mais uma situação que revela os dois pesos e as duas medidas da marca referente às suas plataformas. No iOS 14 a Apple adicionou novas medidas de protecção de privacidade, dificultando o acesso das redes publicitárias aos dados dos utilizadores... excepto se se tratar da rede de publicidade da própria Apple.

Sim, a Apple deixou que o acesso às informações ficasse activado de origem para a sua rede, enquanto para as redes concorrentes terão que ser os utilizadores a indicar manualmente que aceitam dar acesso às suas informações. Como sempre, seguramente já terá como resposta a habitual "defesa dos utilizadores", mas a melhor defesa seria mesmo vir com tudo isso desactivado, incluindo para a sua própria rede.


Qualcomm disponibiliza correcções - "agora é com os fabricantes", diz



Depois da revelação que a maioria dos chips Snapdragon tinham centenas de vulnerabilidades nos DSPs que podem por em causa a segurança de praticamente metade dos smartphones a nível mundial, a Qualcomm anuncia que já disponibilizou correcções para algumas das vulnerabilidades descobertas. Só que problema dificilmente será resolvido...

É que, como bem sabemos, a grande dificuldade na plataforma Android está em fazer com que as actualizações cheguem as smartphones, com grande parte dos fabricantes a não disponibilizarem actualizações, e até mesmo os que o fazem a só o fazerem para os smartphones com um ou dois anos. Algo que significa que centenas de milhões de smartphones Android continuarão vulneráveis.


Ransomware NetWalker rende $25 milhões em 6 meses



Confirmando que o negócio do ransomware se está a tornar numa actividade cada vez mais lucrativa, até recém-chegados que normalmente não eram referidos como sendo grandes ameaças começam a sê-lo. Segundo um relatório da McAfee, o relativamente modesto NetWalker conseguiu amealhar pelo menos 25 milhões de dólares em resgates desde Março, o que resulta numa média de mais de 4 milhões de dólares em resgates por mês.

Com isso, passa a ter lugar no top dos grupos de ransomware mais lucrativos que se conhece, dos grupos mais conhecidos de ransomware, como os Ryuk, Dharma, e REvil (Sodinokibi); e, simultaneamente, fará seguramente com que outros grupos se comecem a aventurar neste segmento, em busca dos milhões fáceis. Com sorte (leia-se: azar), ainda assistiremos a uma espécie de frenesim da corrida ao ouro, com centenas de grupos a lançarem ransomwares cada vez mais elaborados, em busca dos apetecíveis milhões dos resgates pagos pelas grandes empresas e todas as demais entidades que não se podem dar ao luxo de perder o acesso aos seus dados.


E-Ink mostra tablet com ecrã e-Paper dobrável de 10.3"



Os ecrãs e-Paper da E-Ink continuam a ter algumas vantagens face aos LCDs e OLEDs para efeitos de leitura, e por isso torna-se particularmente interessante imaginar como poderão ser os livros digitais do futuro, se / quando ecrãs como este e-Paper de 10.3" dobrável se tornarem acessíveis.

Poderia ser a solução perfeita para os manuais escolares... Mas, conhecendo-se o que tem sido feito com o DRM e excesso dos direitos de autor em prejuízo dos direitos dos utilizadores, chegamos ao ponto ridículo de ficar com livros digitais que acabam por ficar mais limitados do que os seus congéneres em papel.




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