2020/11/23

Operadores portugueses amuados com ANACOM devido a concorrência no 5G

Os três principais operadores portugueses - Vodafone, NOS, Altice / MEO - têm feito oposição em bloco à ANACOM, e tudo se deve à intenção do regulador de atrair novos operadores com o leilão para o 5G.

O mais recente episódio da novela operadores vs Anacom surgiu com a constatação que os operadores nacionais têm estado a trabalhar em cartel para aumentarem os preços e piorarem as condições dos seus serviços. Uma constatação que foi recebida com enorme indignação por parte dos operadores que, na sua melhor tradição de quererem manipular a realidade brincando com palavras e detalhes técnicos, acusaram que essas coisas que qualquer pessoa pode facilmente comprovar, são mentira. Mas então, de onde vem toda esta indignação e hostilidade dos operadores para com a Anacom? E a resposta é simples: do leilão para o 5G.

A Anacom deixou os operadores nacionais literalmente em estado de pânico, quando anunciou que novos operadores estrangeiros que quisessem vir para Portugal com o 5G iriam ter um desconto de 25% na reserva das frequências para o 5G. Algo que imediatamente resultou em processos por parte dos operadores, e que acabou por ser removido. No entanto, permanecem algumas condições para novos candidatos que o trio de operadores não apreciam, como o facto de serem forçados a facilitar o acesso em "roaming" a um novo operador, durante um prazo de 10 anos; e que esse novo operador tenha menos exigências a nível de cobertura - condições que a Anacom considera serem indispensáveis para atrair verdadeira concorrência neste sector, apesar de todas as pressões que têm sido feitas para tentar alterar as regras do leilão.

Temos anos de provas de como o mercado das telecomunicações em Portugal está completamente viciado e funciona em cartel, e todas estas polémicas recentes se devem apenas ao receio deste cartel ser confrontado com um novo operador que chegue ao nosso país e não faça parte do "grupinho" que tem o mercado completamente subjugado. A Anacom está longe de ter um trabalho exemplar (veja-se o desastre do TDT), mas esperemos que desta vez as suas intenções se venham a concretizar - sendo que o mais importante é que a chegada de um novo operador venha efectivamente trazer concorrência ao mercado, e não apenas passar um cartel de três para um cartel de quatro.

35 comentários:

  1. O tema é mais complexo do que o que indicas. O foco deveria ser na aceleração da instalação do 5G e termos garantia que todo Portugal tem acesso ao 5G. Mas há agendas politicas e incompetência que estão a limitar este processo (a adocao do TDT e a migração de frequências é so mais um exemplo)

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  2. Imagina que compraste uma casa onde vives (e alugas um quarto a um primo que estuda em lisboa) e que o estado decide que tem que haver mais casas disponiveis para arrendamento. E que agora tens que ter uma licença para alugar o quarto e fazer obras... O roaming obrigatório para novos entrantes quer dizer que qualquer pessoa pode comprar a licença e podem usar a tua casa, os teus quartos... enquanto nao tiverem quartos para alugar... durante até 10 anos..

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    1. Tudo muito certo, apenas te esqueceste do pequeno detalhe que só tu e os teus dois vizinhos é que podem ter quartos para alugar, e que em vez de cobrarem 15 € ao primo, que seria o valor que pagaria noutros países europeus, combinaram que iam todos cobrar 50€, e ainda por cima exigem que só possa abrir a porta de casa 50 vezes por mês - cobrando €1 extra por cada vez que abrir a porta acima desse valor.

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    2. Bem, a posição dos operadores não tem defesa.
      a) querer garantir o monopólio que gerem a seu bel prazer
      b) como funcionam em cartel (preços nivelados ao centimo, really? - pior só as gasolineiras), não estão habituados e terem que "lutar"
      c) se tivessemos uma autoridade da concurrencia em portugal, eram multados todos os dias
      d) tem muita margem para "perder" dinheiro: continuam, graças aos pontos anteriores, a praticar dos preços mais altos da Europa..

      e, PS, a titulo de risota, a "pseudo-ameaça" da Vodafone de sair de portugal só pode ser para rir.

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    3. Metafora dos quartos: o estado ate pode remover barreiras a entrada na questao do preço das frequências mas pelo que tenho lido, o tema é a possibilidade de a rede construida ao longo de anos ser "expropriada"... e ha muitas formas de sair de um pais, basta que se reduza os FTE ao minimo, se integre numa estrutura iberica ou se venda a posição.

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    4. Não tem nada a ver com expropriação. Tem mais a ver com não se poder ter uma Brisa a decidir que só passa nas suas auto-estradas quem eles quiserem. É utópico pensar que um operador pode entrar num mercado deste tipo sem poder ter algum tipo de acesso à infraestrutura existente (e veja-se que só com estas situações, e após décadas no mercado, é que os "3" começaram a falar de partilharem antenas e coisa).
      Mas nada como uma ameaça literalmente vinda do céu, estilo Starlink, que passe por cima de tudo isso, para os operadores voltarem a ficar com os pés na terra. Nessa altura poderão ceifar tudo aquilo que andaram a semear... e não vai ser bonito (para eles).

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    5. Imagine-se que toda a rede de cobre foi paga pelo contribuintes, mas com a privatização dos TLPs, a Portugal Telecom herdou toda a rede de cobre a troca da sua manutenção com alugueres a preços exorbitantes a outros operadores nacionais? Não foi há muito tempo atrás que se pagava assinatura apenas para ter telefone fixo, assinatura por uso de linhas que foram todos os contribuintes a pagar e a sustentar enquanto a PT era uma empresa pública. Agora não convém porque cada vez mais, o futuro remete-nos para o FTTH, e aí cada operador investiu, e investiu muito na expansão das suas redes, e como tal, a partilha já não lhes parece tão interessante. Tudo depende do ponto de vista e de quando queremos avaliar o passado, presente e futuro. Não vi um único operador comentar a adição de tráfego limitado a serviços de Fibra, e a questão dos preços serem “semelhantes”. No meio disto tudo, so tenho pena se a Vodafone sair, pois foi a única a dar um abanão nos sérvios Fixos, quando lançou os 24,90€!

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    6. Sim, e nessa altura até pensei que viessem fazer concorrência a sério. Infelizmente foi só a táctica habitual do chamado "bait and switch". Preço baixo para apanhar mercado, apenas para logo de seguida alinhar aos compinchas.
      Sou exemplo perfeito disso: pago actualmente o mesmo que pagava há 2 anos; para ter internet a metade da velocidade do que tinha, e tendo perdido net móvel com 10GB mensais. Se isso não é andar de "cavalo para burro", como se costuma dizer, não sei que seja...

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    7. Concordo que a star link vai ser extraordinaria para democratização do acesso á internet, mas o teu exemplo da autoestrada é perfeito... é como que obrigar a Brisa a construir e manter a A1, mas poder ter um concorrentes a colocar pórticos para taxação... enquanto nao tiverem a autoestrada de lx-porto construida...

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    8. Sim, mas não esquecer que continuam a pagar pelo serviço. Os operadores não estão a ficar sem nada nem a oferecer nada, vão continuar a ganhar com o uso dos concorrentes.

      Mas sim, compreendo perfeitamente a perspectiva pelo lado dos operadores. Mas estão simplesmente a “pagar” pela situação em que eles próprios se meteram, e percebo que custe (muito) serem forçados a facilitar a chegada de alguém novo que venha estragar o arranjo certinho que tinham aqui no nosso (deles) jardim.

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  3. 5G = Huawei em Portugal!
    Há países que vão banir a Huawei de instalar o hardware 5G por razões de segurança mas eu não vejo a ANACOM preocupada com isso!
    https://www.bbc.com/news/newsbeat-47041341

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    1. Não. Há países que vão banir a Huawei porque os EUA decidiram usar isso como forma de pressão sobre a China, sem nunca terem revelado quaisquer dados ou provas daquilo que diziam - enquanto outros países mostraram as auditorias feitas aos sistemas, a comprovar que não havia acessos indevidos ou envio de dados para qualquer local "estranho".

      Independentemente do fabricante e país de origem, o indispensável é haver sistemas de monitorização que sejam capazes de detectar e impedir acessos e comunicações indevidas. Confiar cegamente num produto para infraestruturas críticas, só porque é da marca X ou do país Y, é algo que nunca se deverá fazer.

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  4. E onde é que estava a ANACOM para defender a livre concorrência quando a TV Cabo comprou a TvTel e quando aconteceu a fusão da Optimus/Clix com a ZON? Foram 2 operadores fixos e 1 móvel que desapareceram com o aval da ANACOM e da Autoridade da Concorrência.
    Seria útil para o país se a ANACOM fosse gerida por engenheiros de telecomunicações em vez de políticos.

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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  6. Eu adorava que o turbilhão (Free mobile) chega-se a Portugal...
    Depois de quebrar o seu mercado natal para sempre, veja-se o que (em pouco tempo) estão a fazer em Itália... :)

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    1. Somos muito pequeninos...

      Irão eles desejar investir num quintalinho tão pequenino que, aos olhos deles, apenas produz meia dúzia de couves, alfaces e pezinhos de salsa?

      Essa gente quer "caça da grossa".

      Mas, às vezes há surpresas.

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  7. A questão do roaming quando temos operadores como o FreeMove ou a 1nce que conseguem ofertas em Portugal que não vemos por operadores portugueses (10€ por 10 anos de serviço e 500 MB ou um número português com roaming entre redes). O tema do roaming já não é o que era.
    Que haja, nestes comentários, quem veja pela perspectiva interna a um operador, poderá querer criticar. Concorrência é bem-vinda sempre que as regras efectivamente se cumpram e que os contratos sejam públicos e transparentes.
    10 anos talvez seja excessivo mas um prazo de adaptação ao mercado com patamares de estabelecimento parece-me perfeitamente normal.
    Ainda me lembro do anúncio da Optimus, ainda sem logo, em 199x que dizia “já reparou como os preços começaram a baixar”? Disso precisamos...

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  8. As operadoras já indicaram publicamente que não temos dos preços mais caros da Europa, antes pelo contrário. Alguém sabe que estudo se basearam para isso?
    Suponho que a ANACOM não defenda o ponto de vista dela com estudos mas sim com print screens.
    Eu nao consegui encontrar. Aqui alguém sabe do que os operadores estão a referir quando se defendem que o preço praticado cá não é caro?

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    1. https://ec.europa.eu/digital-single-market/en/news/mobile-broadband-prices-went-down-europe-2018

      85 paginas de PDFs. Spoiler: Portugal está próximo da média da UE.

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    2. Edit: e o estudo de 2019 do mesmo site está repleto de incoerências... Um tarifário Unlimited da Meo não custa 75€ nem um Vodafone You com 1gb
      e 2000€ custa 25€. A ANACOM fez copy paste do estudo sem ver o estudo propriamente dito e foi isso que os operadores reclararam

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    3. Depois só falta terem em conta o ordenado médio... :)

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    4. Carlos, isso é conversa de sindicalista que só reivindica. Ordenados são apenas parte de uma despesa da empresa e se é certo que temos dos ordenados médios líquidos mais baixos, também temos dos impostos mais altos. Ou seja, sai muito do bolso da empresa, chega pouco ao bolso do funcionário, logo isso não é desculpa para uma empresa oferecer serviços mais baratos. As licenças que pagam são as mais baixas da europa? E tudo o que são equipamentos, será que temos desconto por ser país pseudo-rico? E o TB que eu consumo, sai mais barato à NOS do que à Orange?
      Estou curioso para saber se o leilão do nosso 5G vai sair mais em conta aos nossos operadores do que aos franceses ou ingleses.

      O lamentável é a falta de clareza e objetividade que rodeia todas estas estórias. Ainda não consegui ultrapassar a parte em que um regulador envia para os orgãos de comunicação printscreens em jeito de contra-resposta aos operadores!
      Estamos a falar de um segmento essencial à sociedade atual e transversal a todas as nações modernas. Como é que não estão definidos standards de monitorização de qualidade de serviço em todas as dimensões imagináveis e não há relatórios públicos e confidenciais que esclareçam estas questões? Como é que temos um regulador com uma postura populista que mais preocupado está em abrir guerra com quem regula, do que os tentar "educar"?

      Há anos estive num projeto de reporte à ERSE e a empresa para a qual trabalhei tinha de reportar, com diferentes períodicidades, imensos detalhes da sua operação e negócio. E o setor energético domestico levou um abanão tremendo há 15 anos. Querem pior trabalho do que ter de acabar com um monopólio num setor tão importante como o energético? E não vimos estes big brothers.

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    5. E eu não quero estar a defender empresas multi-milionárias, mas o passado recente tem me ensinado que quem vem com estes discursos Trump/Venturistas que estas "entidades" são más e estão a atacar-nos, é que se tende a colocar do lado errado da razão. Pior ainda, quando vivem com ordenados pagos por impostos de todos nós.

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    6. O tema do custo do leilão 5G é interessante. Espanha tem 45 milhões de pessoas e as operadoras pagaram cerca de 430 milhões de euros pelas licenças.
      Portugal tem uma população 4x inferior e o estado quer arrecadar 230 milhões.
      Tendo em conta a dimensão, as operadoras portuguesas por ter que pagar o dobro que as espanholas. É bem mais fácil recuperar o investimento com 45 milhões de potenciais clientes do que com 10 milhoes.Enquanto existir este tipo de disparidades o preço das telecomunicações nunca poderá baixar comparativamente com outros países. No entanto, basta o discurso populista que as telecomunicações são caras simplesmente por "ganância" das empresas.

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    7. Em parte isso é verdade, mas se comparado casualmente. Veja-se o valor astronómico que o estado Alemão "sacou" às operadoras.

      Por outro lado, considere-se o custo de desenvolvimento de rede em Portugal e no estrangeiro. Não existe comparação possível.

      A Altice Portugal, por exemplo, podia clarificar aos portugueses como consegue oferecer os tarifários "Red" que pratica em França e em Portugal (onde despende infinitamente menos na rede móvel/fixa) não consegue oferecer um pacote minimamente aceitável abaixo dos 31€.

      São contas e talvez os operadores tenha meia razão.
      A Vodafone sempre foi apologista da partilha de infraestruturas, ao contrário da Altice e também da Nos.

      Veremos em breve, derivado do recente acordo entre Vodafone/Nos (para partilha de infraestruturas e consequente redução de despesas), se isso se traduzirá numa melhor oferta aos clientes!... Pelas últimas atualizações de preços, duvido seriamente...

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    8. Nelson, até poderia ser verdade... para outras empresas. Mas para umas que durante décadas têm estado manifestamente envolvidas em cartelização, a adoptar todas as medidas que contrariam a neutralidade (tráfego diferenciado nos mobile), com práticas abusivas de fidelização / retenção / angariação de clientes, e tudo o mais, simplesmente já não lhes pode ser dado qualquer "benefício da dúvida". Não é discurso populista; populista é ver estas empresas quererem distorcer a realidade (será preciso relembrar quando nos queriam convencer que o tráfego ilimitado tinha limites?) e dizerem que são umas coitadinhas e que são elas as defensoras dos portugueses.

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    9. Carlos, ninguém aqui está a canonizar as operadoras. São empresas privadas que têm de dar lucro e em todos os setores tentam "mijar fora do penico" e por isso é que existem reguladores, para os voltar a meter na linha. E elas não distorceram a realidade, se há distorção é generalizar a alteração para novos clientes num tarifário durante 1 mês, como afetasse todos os clientes para sempre. ;)
      Se vou a passar na rua e um cão salta e ladra para mim, não vou ficar lixado com o bicho. Já o dono que está a agarrar a trela, esse se calhar já merece ser chamado à atenção por não meter o animal na linha.

      Cristiano Santiago, e como é que se combate as assimetrias? Incentiva-se a aposta "em todo o lado". Agora o como...
      https://expresso.pt/economia/2020-11-23-5G-Governo-da-desconto-de-80-nas-taxas-de-frequencias-no-periodo-inicial
      Com uma promoção nos primeiros meses e depois fica a pagar mais caro. Criticam-se os operadores e depois jogam com as mesmas cartas: "pague apenas X nos primeiros meses, mas depois sobe a mensalidade e continua agarrado até a fidelização acabar"

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    10. PS: em relação à distorção da realidade estou a falar deste caso em concreto, da subida de preços. Empresas destas dimensões não são santas, fizeram e farão algumas coisas duvidosas.

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    11. Sim é o que deveria acontecer se a ANACOM fosse gerida por alguém que tivesse experiência no setor em vez de economistas. Entretanto continuam a preferir distorcer a realidade com estatísticas escolhidas a dedo
      Como dizer que as telecomunicações aumentaram x% mas omitirem que na generalidade dos cenários os preços estão dentro da média da UE.
      O pacote base 3p que agora custa 30€ e deu origem a esta celeuma, em média custa 40€ na UE (pelo menos era essa a média de 2018)

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  9. @miketeck a partilha de infraestruturas de fibra seria algo que o regulador deveria ter definido há muito tempo atrás. Teve que ser as empresas a se "auto-regular".
    Outra situação interessante que ninguém se mexe é as RNG. Tens empresas externas com fundos comunitários a instalar fibra em zonas rurais mas existe uma (fibraglobal) que cobra tanto pelo aluguer das infraestruturas que nem a Vodafone nem a NOS se metem nisso. Entretanto toda a gente vem falar nas assimétricas no interior.

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  10. Meo (Altice):

    Net fibra ("M2 Net e Voz") 1000mbps/200mbps + 50 destinos fixos
    = 38,99€/mês

    https://www.meo.pt/servicos/casa/fibra/outros-pacotes


    Red SFR (Altice):

    Net fibra ("Fibre/THD") 1000mbps/500mbps + 100 destinos fixos + destinos móveis FR + sem fidelização + opção TV facultativa
    = 23€/mês

    https://www.red-by-sfr.fr/offre-internet/?awc=7310_1606344031_e51baa39c36c33d642b460b07b7e46fb&ectrans=1&utm_campaign=284749_GALAXIE%2BMEDIA%2BSAS%2BFR&utm_medium=affiliation&utm_source=8259&redcpid=t3_affiliation_GALAXIE%2BMEDIA%2BSAS%2BFR#redintid=B_menu-boutique_box

    Pequenas diferenças...

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    1. Campanhas black friday... Até porque a FIS em PDF refere só os 300mbps e sem chamadas para móvel. Anyway também pagas 29€ para activar + 49€ para desativar, já são 78€ de custos "escondidos" e tens um prazo de instalação entre 2 a 4 semanas. Se a Meo despedir metade dos técnicos que tem e pôr mais umas taxas pelo meio de calhar conseguia esses preços.

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    2. Sim, esqueci-me da oferta de uma mensalidade no Red SFR.

      Esqueci-me também de dizer que essa campanha é apenas o "mote", já que na verdade, essas "vantagens extra de adesão" permanecem ativas quase permanentemente.

      Por lapso, também esqueci de dizer que normalmente, na troca de operador, oferecem todas e quaisquer taxas de adesão. (Nota: ver a agravante do custo de um pouquíssimos tarifários sem fidelização em Portugal ou com fidelização reduzida de 12 meses).

      Por fim, também me esqueci de dizer que não me importava nem um pouco de esperar, nem que fossem 2 meses pela instalação. Fazendo contas simples é fácil perceber porquê...

      A única coisa (ou quase) que os operadores em Portugal conseguem ser bastante melhores, é no tempo de resposta em caso de avarias. No entanto, também aí (se olharmos na perspetiva do técnico), talvez a balança volte a pender para o lado contrário... :)

      Não estou a defender a Altice FR, mas sim, a exemplificar no que resulta uma livre e saudável concorrência. (Merci Free)

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    3. E também não tem lojas físicas e linhas de apoio praticamente inexistentes. 23€ 300 mbps NET + 4€ 100 canais TV + 78€ taxas... Se tiveres o serviço 24m acabas por pagar cerca de 30€/mês por um 3p. Os valores do nosso burgo não são assim tão diferentes.

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    4. Só para concluir o raciocínio... Se as operadoras baixarem o 3p de 30€ para 25€ e em contrapartida cobrarem 50€ de ativação e 50€ de desativação, na prática ganham o mesmo.
      De repente batemos todos palmas porque passamos a ter telecomunicações mais baratas? As comparações directas entre diferentes países têm muitas nuances e há muitas entrelinhas. Enquanto o consumidor comum não tem que perceber o estado das telecomunicações na Europa, o regulador devia estar a par destas nuances.

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